UCI confia integralmente à ITA os processos disciplinares antidoping e a gestão de resultados “para garantir a independência da luta contra o doping no ciclismo”

Ciclismo
terça-feira, 10 fevereiro 2026 a 9:00
lappartient
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, ficámos a saber que a federação internacional UCI deixará de liderar o controlo antidoping, delegando esse papel à International Testing Agency (ITA), que continuará a conduzir, de forma independente, os processos por violações antidoping e falhas de localização. Este momento assinala a conclusão de um processo de reestruturação iniciado com a transferência das operações antidoping para a ITA em 2021.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comité de Gestão da UCI, na reunião realizada em Beveren (Bélgica), de 29 a 30/1. A medida integra uma estratégia de longo prazo aprovada pelo Comité de Financiamento do Programa Antidoping da UCI, que reúne a UCI e representantes de equipas, ciclistas e organizadores, para reforçar a independência e a integridade do programa antidoping do ciclismo.
David Lappartient, presidente da UCI, afirmou: “A delegação da gestão de resultados à ITA representa mais um passo importante num processo iniciado com a criação da Cycling Anti-Doping Foundation, para garantir a independência do combate ao Doping no ciclismo e torná-lo o mais eficaz e dissuasor possível”.
Em 2008, a UCI criou a Cycling Anti-Doping Foundation (CADF) para liderar as operações antidoping no ciclismo e reforçar a especialização e a independência do seu programa de desporto limpo, através de uma entidade dedicada e externa à estrutura interna da UCI. Em 2013, consolidou o sistema com a criação do Legal Anti-Doping Service (LADS), unidade responsável pela gestão de resultados de violações antidoping e pela tramitação de falhas de localização.
“Desde a delegação dos aspetos operacionais do seu programa antidoping à ITA, em 2021, a UCI e a comunidade do ciclismo puderam comprovar plenamente o profissionalismo da organização internacional independente de antidopagem. É, por isso, com total confiança que agora entregamos à ITA a gestão de resultados. Assim, continuamos a avançar para uma integridade ainda maior no nosso desporto”.
A ITA aporta uma vasta e comprovada experiência em processos jurídicos ligados à antidopagem e em atividades de gestão de resultados para mais de 60 parceiros internacionais, entre os quais o Comité Olímpico Internacional (COI), bem como numerosas Federações Internacionais no universo olímpico e no panorama desportivo global. A ITA aplicará os mesmos elevados padrões de transparência na gestão de resultados e na comunicação pública que a UCI tem assegurado até agora.
“Esta decisão é um forte sinal de confiança por parte da UCI, que assumimos com grande sentido de responsabilidade”, acrescentou Benjamin Cohen, diretor-geral da ITA. “O ciclismo tem o maior programa antidoping implementado por uma Federação Internacional em todo o mundo, e a escolha da UCI de confiar integralmente à ITA a gestão de resultados reflete tanto a profundidade da competência das nossas equipas jurídicas e operacionais como a maturidade da nossa parceria”.
“Para lá das estruturas de governação, o que verdadeiramente importa é a experiência dos atletas no terreno: um sistema independente, consistente e capaz de atuar com autoridade e rapidez. Com esta delegação, a UCI demonstra um compromisso claro e de longo prazo em oferecer aos seus ciclistas o mais robusto programa antidoping possível. Felicitamos vivamente a UCI pela clareza e consistência do caminho rumo à independência e pela liderança contínua na proteção do desporto limpo”.
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