O segundo Monumento do calendário está prestes a entrar na estrada. Este domingo, 6 de abril, corre-se a Volta à Flandres 2025, numa edição que promete ser histórica, não só pelo percurso sempre duro e pelos paralelos brutais, mas principalmente pelo reencontro entre Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel.
Depois do duelo épico em Sanremo, onde Van der Poel levou a melhor com uma exibição demolidora, Pogacar regressa à Flandres com sede de vingança e com o claro objetivo de repetir o triunfo de 2023. A motivação extra? Está confirmada também a estreia do esloveno no Paris-Roubaix, o que coloca esta Flandres como o primeiro grande teste num bloco de primavera altamente ambicioso.
Mas o duelo entre os dois titãs não será a única atração. Aqui ficam cinco nomes que podem marcar o ritmo e a história deste Monumento:
O campeão em título chega à Flandres como o homem a bater. Em 2025 já venceu Le Samyn, Milan-Sanremo e a E3 Saxo Classic, dominando em todas as frentes. Vencedor da Volta à Flandres em 2020, 2022 e 2024, procura o quarto triunfo e está em clara ascensão de forma. É o favorito natural.
O dinamarquês está a viver uma das fases mais consistentes da sua carreira. Depois de ser o único a responder aos ataques de Van der Poel na E3, venceu a Gent-Wevelgem com um solo de 55 km, mostrando força, coragem e confiança. Já foi 2.º (2018) e 3.º (2023) na Flandres — será 2025 o ano da consagração?
Apesar de um início de época discreto, nunca se pode subestimar Wout quando o assunto são clássicas. Perdeu a edição de 2024 por lesão, mas regressa motivado e com uma formação poderosa da Visma ao seu lado: Jorgenson, Van Baarle, Benoot… Se o belga estiver perto do seu melhor, será um dos protagonistas da corrida.
O italiano da INEOS pode ser o “joker” da edição. Com o 2.º lugar em Sanremo e o 3.º na E3, Ganna mostrou que é mais do que um contrarrelogista de luxo. Em grande forma e com ambição renovada, a Flandres pode ser o palco para a sua afirmação definitiva nas clássicas mais duras.
Campeão do Paris-Nice e peça-chave da Visma, Jorgenson está a crescer a olhos vistos. Na edição de 2023 foi 9.º na sua estreia, mas este ano chega como um dos líderes da equipa. Com leitura de corrida apurada e pulmão para os paralelos e muros, pode ser o nome-surpresa no top-5.