"Vou dar o meu melhor e sem desculpas": Paul Seixas fala das consequências da queda e do que pode fazer na etapa rainha do Tour Auvergne

Ciclismo
domingo, 14 junho 2026 a 14:00
Paul Seixas
Paul Seixas apresenta-se à partida da oitava e última etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes determinado a lutar pela classificação geral, mas consciente de que a queda sofrida na véspera poderá condicionar o seu desempenho. O jovem talento da Decathlon CMA CGM rejeita qualquer tentativa de justificar antecipadamente um eventual resultado menos positivo, apesar das marcas físicas com que ficou.
Com apenas 19 anos, o francês enfrenta uma derradeira jornada de 120 quilómetros em alta montanha, com 4 subidas categorizadas, entre elas o Plateau de Solaison, que viu Jakob Fuglsang vencer na última vez que foi final de etapa, em 2017.
Com 9 ciclistas a menos de 3 minutos de Luke Tuckwell, que parece ser camisola amarela a prazo, tudo pode acontecer na luta pela vitória final. As ligaduras espalhadas pelo corpo alimentam dúvidas quanto ao seu estado físico, mas Seixas prefere adiar qualquer conclusão até sentir as primeiras rampas da etapa.
Depois da violenta queda na sétima etapa, o corredor terminou a jornada com feridas visíveis na anca, nas costas e nos cotovelos. Apesar disso, garante que a recuperação decorreu dentro do esperado e que acordou em melhores condições para enfrentar o desafio decisivo. A missão, no entanto, será ainda mais complicada devido às ausências dos roladores Daan Hoole e Stefan Bissegger, reduzindo a Decathlon CMA CGM apenas a três elementos para apoiar o seu líder - Aurélien Paret-Peintre, Léo Bisiaux e Nicolas Prodhomme.
Antes da partida, Seixas mostrou-se confiante por conseguir continuar em prova.
“Sim, estou contente por voltar à bicicleta e por me sentir em condições de pedalar hoje. Dormi bem esta noite e espero que tudo corra bem hoje e que consiga passar o dia sem problemas”.
O luso descendente explicou que as dores provocadas pelas contusões continuam a ser o principal obstáculo, sobretudo em zonas técnicas e nas descidas, onde manter o controlo da bicicleta exige um esforço adicional.
“O problema é que tenho alguns hematomas. Não sei como se diz em inglês, mas, na descida, é como se sentisses dores nos braços. Por isso é muito difícil agarrar a bicicleta, mas está tudo bem. Fi-lo ontem, posso fazê-lo hoje”.
A etapa começa com o exigente Col du Pré, cenário que muitos apontam como o local ideal para um ataque de Seixas desde os primeiros quilómetros. Contudo, o 7º classificado da geral (+1:54) garante que não partirá movido pela frustração da queda e insiste que tudo dependerá das sensações que tiver ao longo da subida.
“Não tens de ficar zangado quando a culpa é tua. Claro que hoje vou dar o meu melhor e sem desculpas. Obviamente, é uma etapa que, num dia normal, eu adoraria, mas hoje vou ver como me sinto”.
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