A Team
Bahrain - Victorious está a realizar uma
Volta a Itália surpreendentemente sólida. Apesar da sua principal estrela, Santiago Buitrago, ter
abandonado após a queda na 2ª etapa, o restante bloco tem-se exibido em grande nível, com destaque para Afonso Eulálio. O português voltou a estar em evidência na 18ª etapa, primeiro devido a uma queda, depois com dois ataques, trabalho que acabaria por beneficiar o sprinter da equipa,
Edoardo Zambanini, que bateu Jonathan Milan numa chegada técnica a Pieve di Soligo e assegurou um improvável segundo lugar, apenas superado por Paul Magnier, vencedor por três vezes nesta edição, que geriu melhor o final.
“Até agora, tem sido um Giro magnífico, a minha moral está muito alta”, expressou Zambanini na meta. “Tenho de agradecer a toda a equipa, estiveram sempre muito fortes e estou realmente feliz”.
Sem uma fuga forte esta quinta-feira, ficou claro que algumas equipas queriam discutir a etapa ao sprint no pelotão. Em particular a Lidl-Trek e a Soudal - Quick-Step assumiram a dianteira, com os seus sprinters versáteis prontos para novo duelo. E, para felicidade delas, nenhum dos homens da geral mostrou vontade de gastar energias extra antes das duas etapas-chave de alta montanha que se avizinham.
“À parte o ataque do Afonso Eulálio, ninguém tentou grande coisa na subida. Houve alguma expectativa, mas procurei gerir o meu posicionamento o melhor possível. Depois, no final, tentei manter-me sempre na frente porque sabia que era muito técnico e, no fim, resultou”.
No topo passou primeiro um pequeno grupo de favoritos à geral, onde tanto Thomas Silva como Orluis Aular seriam candidatos em caso de sprint. Porém, um grupo numeroso com Magnier e Milan não vinha longe e acabou por fechar o espaço a 3 km da meta. Muito graças ao trabalho dos companheiros de Magnier, que
montaram um sprint perfeito para o seu líder.
O posicionamento foi decisivo
Na roda de Magnier, Zambanini limitou-se a aguentar e a travar a arrancada de Jonathan Milan, que ficou mais atrás devido à aproximação técnica.
“Claro que o Paul Magnier era o sprinter favorito, mas estavam muitos sprinters na frente e ele foi o melhor. Perdi por uma unha negra. Sabia que o final era bastante técnico, por isso tentei estar sempre bem colocado, mesmo levando algum vento. Mas sim, correu tudo bem”, concluiu o italiano.