Maxim Van Gils parece ter sido amaldiçoado pelos deuses do ciclismo desde a sua saída da Lotto no final de 2024. O jovem puncheur belga sofreu múltiplos contratempos na época passada, mas o pior estava reservado para o início deste ano. A entrar nos últimos 200 metros da Clássica de Jaén, Van Gils discutia o pódio, porém
um toque inesperado com Jan Christen atirou o corredor da
Red Bull - BORA - Hansgrohe contra as barreiras.
O belga de 26 anos sofreu dores intensas e rapidamente ficou claro que havia danos significativos. Para lá de várias contusões ligeiras, Van Gils terá agora de recuperar de
fraturas na bacia e no ombro antes de poder regressar à competição.
A partir do Athlete Performance Centre da Red Bull, Van Gils revela que a recuperação decorre sem sobressaltos: “Ainda sinto dor no pulso, mas não creio que esteja nada partido. Portanto, foi só o ombro e a bacia, mas acho que chega”, diz, numa
peça publicada no site da equipa.
“Na verdade, sinto-me bastante bem. Pelo menos, não demasiado mal. As últimas quatro semanas passaram rápido”. Mas os primeiros dias foram, em particular, penosos. Maxim dependeu inicialmente de uma cadeira de rodas e, mais tarde, teve de usar canadianas durante muito tempo. Conseguiu deixá-las há poucos dias. “Esse era o primeiro objetivo quando cheguei aqui. Se as usas demasiado tempo, é mau para as costas”.
Não é igual ao que era
Maxim van Gils após a sua queda na Clássica de Jaén 2026
Sob orientação de especialistas em reabilitação, Van Gils progrediu de forma constante no mês desde o acidente, embora admita estar longe dos 100%: “Ficou um pouco melhor todos os dias. No entanto, caminho de forma diferente de manhã e à tarde. Mas está a melhorar diariamente. Ainda não ando como antes. Mas também não sou maratonista. Mesmo não estando perfeito, já consigo subir à bicicleta”.
Quatro semanas sem pedalar continuam a ser muito tempo para Maxim. “Talvez mesmo um dos períodos mais longos da minha vida sem poder pedalar. Pelo menos em muitos anos. Parti a clavícula uma vez, quando tinha 16 ou 17 anos. Mas mesmo assim, voltei à bicicleta passado uma semana”.
O regresso, ainda que apenas no rolo, foi um marco importante na recuperação, embora o jovem preferisse já sentir o vento outra vez: “É aborrecido no rolo”.
Mas o momento faz toda a diferença. “Estava um pouco preocupado com lesionar a anca. Doía imenso nas primeiras semanas. Especialmente ao mexer a perna, espirrar ou tossir. Mas correu bem, a perna direita começou a sentir outra vez a ligação. Ao fim de 30 minutos estava tudo bem. Da segunda vez, já consegui levantar-me um pouco do selim”.
Os sinais são positivos. Ainda assim, Maxim terá de esperar mais algum tempo até surgir a próxima prova no calendário. Entretanto, o plano geral para o regresso está traçado: “Acho que volto em junho”.