Antevisão 6a etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026: Paul Seixas e Isaac Del Toro começarão a remontada na geral?

Ciclismo
quinta-feira, 11 junho 2026 a 20:25
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O Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026, anteriormente conhecido como Critérium du Dauphiné, disputa-se de 7/6 a 14/6. A prova francesa é amplamente reconhecida como a preparação mais importante para a Volta a França e um dos grandes eventos World Tour do ano. Fazemos a antevisão da 6ª etapa.

Perfil da 6ª etapa: Saint-Vulbas - Crest-Voland

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Etapa 6: Saint-Vulbas - Crest-Voland, 182,6 quilómetros
Entramos nos Alpes com a etapa mais longa das 3 jornadas finais e a primeira oportunidade para os derrotados do contrarrelógio coletivo começarem a recuperar tempo aos rivais. 182,6km e 2900 metros de desnível positivo acumulado, não é uma etapa de alta montanha, mas certamente será atacada.
Os primeiros 80 quilómetros não têm grandes dificuldades, apenas uma subida não categorizada, o que poderá conduzir a uma velocidade super elevada para tentar formar a fuga do dia, o que será difícil que venha a ocorrer neste período.
A primeira ascensão categorizada é o Côte de Chatelard (4,8km a 5,1%), segue-se uma pequena descida e nova subida, mais dura, o Col du Granier (8,1km a 5,6%), esta fase do percurso é chave para a fuga, que, caso não se tenha formado nos primeiros quilómetros, terá forçosamente que sair aqui, porque se segue nova descida e 50km planos.
Nesta fase já estaremos a 23km da meta e restam duas subidas, presumivelmente as que serão atacadas pelos favoritos - Côte d'Hery-sur-Ugine (11,6km a 4,9%) e Crest Voland (5,9km a 7,4%), a mais inclinada do dia e que coincide com o final.

Favoritos

Paul Seixas - o francês era apontado como o favorito máximo à partida e não deixa de o ser por estar mais atrás na classificação geral, resultante do contrarrelógio coletivo. Precisa de atacar e recuperar tempo, será pouco provável fazê-lo antes da última subida, uma vez que não há terreno suficiente antes para endurecer a corrida. Perdeu o seu principal gregário, Riccitello, mas tem ainda Aurélien Paret-Peintre, Bisiaux e Prodhomme para a alta montanha, continua a ser um dos melhores blocos da corrida.
Isaac del Toro - mais derrotado que Seixas no CRE saiu o mexicano, que está a 1:16 do primeiro lugar e com um bloco que tem deixado a desejar, veja-se como tem andado João Almeida, Pablo Torres ou Benoit Cosnefroy. Apenas Pavel Sivakov e Kevin Vermaerke parecem ser capazes de o apoiar, Del Toro é ofensivo, acredito que, em condições normais, conseguirá responder a Seixas nestas subidas e começar a recuperar algum tempo, ainda que não antecipe diferenças brutais. Em caso de chegada num grupo reduzido, tem também uma boa ponta final.
Kevin Vauquelin - o homem da INEOS tem-se apresentado a um bom nível nesta corrida, vimos a sua sagacidade na subida final do contrarrelógio e quer afirmar-se como líder. Convém recordar que terminou no top 10 em todas as provas por etapas que fez em 2026: 10º na Volta ao País Basco, 4º no Paris-Nice e 5º na Volta ao Algarve. As subidas desta etapa não são excessivamente longas nem inclinadas, não há fator altitude e arriscaria a dizer que, estando a 12 segundos da amarela, é o maior favorito a ficar com ela no final do dia, a par de Matteo Jorgenson.

Outsiders

Matteo Jorgenson - penso que o americano é um dos mais subvalorizados do pelotão, já ganhou o Paris-Nice duas vezes, já foi 2º no Dauphiné, 2º na Romandia, este ano 2º no Tirreno-Adriatico, é um dos melhores na atualidade em corridas de uma semana, está forte, foi um dos grandes responsáveis pela vitória da Visma no CRE e pode aproveitar alguma marcação entre os rivais para subir à liderança ou aproximar-se muito dela. São subidas onde está à vontade, cuidado com ele!
Juan Ayuso e Mattias Skjelmose - a Lidl-Trek tem uma vantagem tática face às restantes equipas, que reside no facto de ter 2 cartas para a geral, o entendimento entre ambos aqui pode ser a base para a dinâmica no Tour, estão ambos a 47 segundos da liderança, o espanhol é mais ofensivo, mas não sabemos a sua condição física, a estrada vai colocar cada um no seu lugar.
Temos que considerar o líder Alex Baudin, chegou à amarela depois de uma fuga, mas não caiu aqui de para-quedas, é trepador, foi 9º no País Basco, 9º no Paris-Nice e pode ter aqui uma oportunidade de uma vida, se não de vencer, de fechar no pódio, se há etapa das 3 últimas onde pode segurar a liderança é amanhã. Oscar Onley também não pode ser descartado, está perto na geral e tem que começar a provar o valor pago pela INEOS pela sua transferência, curioso para saber como estará a relação com Vauquelin, depois das críticas do francês ao facto da equipa ter esperado pelo britânico no CRE, após este ter tido um problema mecânico.
Jorgen Nordhagen será um bom plano B da Visma, Luke Plapp pode minimizar perdas; Luke Tuckhell terá um importante teste, é o melhor homem da Red Bull e terá o apoio de Daniel Martinez, que já perdeu algum tempo; Harold Tejada pode dar cartas numa chegada em mini sprint; Cian Uijtdebroeks tem estado muito discreto, mas está às portas do top 10, vejamos qual o seu nível real; Santiago Buitrago, Guillaume Martin, Valentin Paret-Peintre e Steff Cras são nomes a observar.
Se a vitória cair para a fuga, há alguns trepadores já atrasados na geral que terão liberdade para ir para a frente: Cristian Rodríguez, George Bennett, José Felix Parra, Lorenzo Fortunato, Tobias Johannessen, Yannis Voisard, Emanuel Buchmann, Lennard Kamna, Ben Healy e Jordan Jegat.

Previsão para a 6ª etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes

*** Paul Seixas, Isaac del Toro, Kevin Vauquelin
** Matteo Jorgenson, Juan Ayuso, Mattias Skjelmose, Oscar Onley, Alex Baudin
* Jorgen Nordhagen, Harold Tejada, Luke Plapp, Cian Uijtdebroeks, Santiago Buitrago, Lorenzo Fortunato, Tobias Johannessen, Ben Healy
Escolha: Paul Seixas
Original: Miguel Marques
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