Matteo Jorgenson revelou ter vivido momentos de preocupação depois de assistir à queda de
Oscar Onley durante a sexta etapa do
Tour Auvergne-Rhône-Alpes. O britânico da Netcompany INEOS caiu numa descida técnica antes da subida final, numa altura decisiva da corrida.
Enquanto uma numerosa fuga de 60 unidades seguia isolada na frente e acabaria por discutir a vitória da etapa,
conquistada por Maxim Van Gils, além de entregar a camisola amarela a Luke Tuckwell, o anterior líder Alex Baudin cedia e Onley desapareceu do pelotão, vindo-se a confirmar mais tarde, por informação do rádio de corrida, que tinha sofrido uma queda.
No grupo dos favoritos, Paul Seixas e Isaac Del Toro revelaram-se os mais fortes nas rampas finais, com Jorgenson a limitar perdas e a terminar como o melhor dos perseguidores. O norte-americano, líder da
Team Visma | Lease a Bike, conseguiu uma prestação sólida apesar de ter perdido Wout van Aert antes da etapa arrancar.
No final da jornada, Jorgenson explicou que tinha assistido ao acidente de Onley e não escondeu a preocupação com o estado do adversário.
“A descida era mesmo traiçoeira”, afirmou à Eurosport. “Espero mesmo que o Oscar esteja bem. Vi-o passar por cima do talude e isso deixou-me um pouco assustado”.
Oscar Onley termina etapa apesar da queda
Na altura das declarações de Jorgenson ainda não existiam informações concretas sobre a condição física de Onley. Pouco depois, o britânico conseguiu concluir a etapa, cruzando a meta com mais de 29 minutos de atraso, resultado que o afastou da luta pela classificação geral.
Apesar da demora, os primeiros sinais foram tranquilizadores, uma vez que o corredor não aparentava ter sofrido ferimentos graves. A Netcompany INEOS confirmou posteriormente que Onley terminou a etapa, prometendo divulgar uma atualização médica assim que estivesse disponível.
Jorgenson aproveitou ainda para analisar o desenrolar de uma jornada particularmente exigente, marcada por uma enorme fuga que reuniu cerca de 60 corredores, entre eles os colegas de equipa Edoardo Affini e Bruno Armirail, e condicionou toda a estratégia das equipas interessadas na geral.
“Foi uma loucura desde o início”, comentou. “Vi logo aquele grande grupo e pensei, sim, vai ser um dia duro”.
O norte-americano reconheceu que esse cenário acabou por beneficiar a Team Visma | Lease a Bike, obrigando a Decathlon CMA CGM, equipa de Paul Seixas, a assumir o controlo da perseguição durante largos quilómetros, já que não estavam representados na frente.
“Foi muito bom para nós. A Decathlon teve de perseguir a fundo e depois as outras equipas tiveram de gastar homens e energia. Para nós, foi ótimo ter o Bruno e os outros lá na frente”.
Jorgenson explica resposta ao ataque de Paul Seixas
Na subida decisiva, Paul Seixas tentou fazer a diferença com uma aceleração violenta. Apenas Isaac Del Toro e Matteo Jorgenson conseguiram acompanhar inicialmente o jovem francês, embora o norte-americano acabasse por optar por gerir o esforço em vez de insistir na resposta ao ataque.
Segundo explicou, preferiu encontrar o seu próprio ritmo quando percebeu que entrar na luta direta poderia custar-lhe demasiado.
“No início da subida, a Decathlon rebentou com tudo. Aguentei o máximo que pude sem entrar no vermelho e depois limitei-me a rolar ao meu ritmo. Não estou na minha melhor forma absoluta, nada comparado com abril, mas estou a regressar”.