Demi Vollering vai em busca do 3º título na Liege-Bastogne-Liege Feminina, mas terá uma adversária de peso que a bateu na Flèche: "Ela está em grande forma"
Desde que trocou a Team SD Worx - Protime pela FDJ - Suez na recente época baixa, Demi Vollering ainda não conseguiu reencontrar o mesmo nível de sucesso nas grandes clássicas de um dia que a consagrou nas últimas temporadas. Este domingo, porém, a estrela neerlandesa regressa a um terreno bem conhecido, em busca da sua terceira vitória na Liege-Bastogne-Liege Feminina.
Em 2021 e 2023, Vollering triunfou na Liège, tendo ainda alcançado o terceiro lugar em 2022 e 2024. Se a tendência se mantiver, poderemos ver novamente a vencedora da Volta a França Feminina no degrau mais alto do pódio. "Espero que sim! Espero mesmo, claro", disse Vollering com um sorriso, numa entrevista pré-corrida à Cycling Pro Net. "Seria fantástico repetir essa vitória".
Na última quarta-feira, na La Flèche Wallonne, Vollering parecia a caminho do triunfo, mas acabou surpreendida no derradeiro esforço do Mur de Huy pela jovem compatriota Puck Pieterse. Apesar da desilusão, a holandesa assegura que não parte para a Liège com espírito de vingança. "Não sinto necessidade de vingança", sublinha. "Ela é uma adversária, claro, e quero sempre vencer, mas, independentemente de quem esteja a competir, o meu objetivo é sempre ganhar".
Ainda assim, Vollering reconhece o talento emergente de Pieterse: "Ela está em grande forma e já tinha mostrado no ano passado que podia ser forte aqui. Sem dúvida que será uma ciclista a ter em atenção".
Sobre onde a corrida poderá conhecer o seu momento decisivo, Vollering não hesita: "A La Redoute é sempre o ponto-chave", afirma. "A partir daí, o desgaste é evidente no grupo e tudo pode acontecer. A corrida torna-se realmente difícil depois dessa subida".
Determinada e focada, Demi Vollering tentará, este domingo, reforçar ainda mais o seu impressionante palmarés nas Ardenas, num percurso que tão bem conhece - e onde já provou ser uma das grandes especialistas da sua geração.
Miguel Marques é editor e redator do CiclismoAtual, onde cobre o ciclismo profissional internacional com forte foco em análise competitiva, estratégia de corrida e o calendário do UCI WorldTour. Desde que se juntou à plataforma em novembro de 2024, escreveu milhares de artigos, contribuindo com antevisões diárias das corridas, resumos pós-etapa, análises táticas e análises aprofundadas das equipas e ciclistas do pelotão profissional.
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Miguel é licenciado em Ciência e Tecnologia Animal e está atualmente a concluir um mestrado em Engenharia Zootécnica. A sua formação académica em metodologia científica e análise crítica influencia uma abordagem estruturada e baseada em evidências ao jornalismo desportivo, com forte ênfase na verificação de fontes e precisão factual.
O seu envolvimento com o ciclismo começou em 2014, durante a vitória de Vincenzo Nibali no Tour de France, o que despertou um interesse sustentado e profundo pelo desporto. Desde então, tem acompanhado de perto a evolução das equipas, dos ciclistas e dos desenvolvimentos táticos nas competições do WorldTour e de nível de desenvolvimento, construindo uma experiência consistente na dinâmica do ciclismo profissional moderno.
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