Diego Ulissi é um dos ciclistas mais prestigiados do pelotão. Conhecido pela sua excelente explosão em finais duros, já acumulou um total de 48 vitórias na carreira, incluindo classificações gerais em corridas de uma semana e etapas na Volta a Itália.
Esta temporada, com 35 anos, deixou a sua estrutura de sempre, primeiro com a denominação Lampre e nos últimos anos UAE Team Emirates, e rumou à XDS Astana Team, num contrato válido por 2 épocas. Ulissi é uma das 14 entradas na equipa liderada por Vinokourov este ano e quer contribuir para os salvar da despromoção.
Numa entrevista exclusiva ao CiclismoAtual, o italiano falou sobre a a nova equipa, não esquecendo a estrutura de Matxin. "Na verdade, passei toda a minha carreira primeiro com a Lampre e depois com a UAE Team, e esta equipa cresceu significativamente e alcançou grande sucesso. Mas depois de tantos anos juntos, precisava de experimentar algo novo - estava à procura de uma nova motivação e de novos objectivos. Acabei por receber uma proposta de outra grande equipa, a XDS Astana Team, e creio que é a melhor equipa para um ciclista que procura novos desafios neste desporto. Estou muito feliz com a minha decisão e contente por fazer parte desta equipa".
A Volta a Itália tem sido, indiscutivelmente, o terreno de Ulissi, acumulando já 11 participações na corrida da casa e 8 vitórias de etapa. Em 2024, não fez nenhuma grande volta, uma decisão da sua anterior equipa, que preferiu dar prioridade ao objetivo de Tadej Pogacar conquistar o Giro: "No ano passado não participei em nenhuma grande volta e, nos últimos anos, só competi no Giro. Foi uma decisão da equipa, pois o objetivo era ganhar o máximo de pontos possível na luta pelo título de melhor equipa do WorldTour. Por isso, a equipa decidiu que a minha época não incluiria grandes voltas, mas sim muitas outras corridas em que eu pudesse marcar pontos para a equipa".
A nova aventura na Astana começou com um 7º lugar no Trofeo Serra de Tramuntana, um 4º posto na Muscat Classic e um 8º numa etapa da Volta ao Omã, antes de abandonar esta corrida, "Penso que a época começou bem. Infelizmente, tive de abandonar a última etapa da Volta ao Omã devido a uma doença e acabei por ficar quase uma semana sem andar de bicicleta. Penso que, se não fosse por isso, poderia ter conseguido um bom resultado na classificação geral em Omã. Em todo o caso, comecei a época em boa forma e, como a época é longa, espero que as coisas só melhorem. O mais importante é manter-me concentrado e continuar a trabalhar".
Ulissi revelou ainda o seu calendário para a 1ª metade da temporada, que contará com um regresso muito esperado: "O principal objetivo deste ano é obter os melhores resultados possíveis em todas as corridas, porque a equipa precisa de pontos. A minha doença alterou ligeiramente os meus planos, mas, de um modo geral, devo regressar para o Trofeo Laigueglia, depois a Strade Bianche e Milão-Turim Depois disso, as Clássicas das Ardenas e a Volta a Itália".
Sem um vencedor de uma grande volta desde 2016, quando o já retirado Vincenzo Nibali ganhou o Giro, a Itália parece estar a atravessar um período de transição, mas Ulissi acredita que a nação tricolore vai voltar ao topo do ciclismo mundial: "Penso que a Itália está a atravessar um certo período de transição no ciclismo, com todo um grupo de jovens ciclistas fortes que podem emergir num futuro próximo. No entanto, já existem ciclistas que alcançaram um sucesso notável. Um deles é Jonathan Milan - considero-o um dos sprinters mais fortes do mundo".
Falou-nos também sobre um objetivo de carreira, que pode muito bem ser atingido já está temporada, "É claro que seria ótimo alcançar um número redondo - 50 vitórias. Esperemos que tudo corra bem e que eu consiga atingir esse objetivo".