“Estarei melhor na terceira semana” - Enric Mas desvaloriza as hipóteses no Blockhaus, com a Volta a Itália a apresentar um final demolidor

Ciclismo
sexta-feira, 15 maio 2026 a 15:20
Enric Mas Giro de Italia
A Volta a Itália 2026 entra enfim em terreno de puro escalador, e Enric Mas sabe que o Blockhaus marcará o primeiro verdadeiro ponto de viragem da corrida. O espanhol, líder da Movistar Team para a geral, encara a sétima etapa ainda aquém do melhor, após uma semana de abertura repleta de tensão, frio e quedas, mas mantém a confiança intacta.
Antes da partida, Mas adotou um tom cauteloso, longe de grande otimismo, deixando no ar que este primeiro final em alto serve sobretudo para perceber exatamente onde está face aos principais favoritos à maglia rosa.
Não foi uma primeira semana fácil para a formação espanhola. As quedas afetaram a equipa em várias etapas, e a preocupação na Movistar aumentou sobretudo após incidentes envolvendo alguns corredores, entre eles Orluis Aular. Ainda assim, Enric Mas traçou um balanço relativamente positivo destes dias iniciais de corrida.
“O meu balanço pessoal é positivo”, disse à Cycling Pro Net antes da etapa. “Ontem tivemos as quedas. Foram três quedas, por isso o balanço é positivo porque acho que estão bem e não há problema.”
Para lá das quedas, o outro grande adversário desta primeira semana tem sido o tempo. As baixas temperaturas e a chuva castigaram o pelotão quase desde o arranque do Giro, um fator de risco para corredores como Enric Mas, historicamente mais sensíveis a estas condições.

Blockhaus é o primeiro grande teste para Mas

O líder da Movistar admitiu alguma incerteza sobre como o corpo vai responder após vários dias extremos. “Estou bem”, disse. “Espero que o frio de há uns dias não cobre a sua fatura, mas estou contente.”
Num Giro tão longo e exigente, os efeitos de dias frios e encharcados podem surgir precisamente nas primeiras etapas de montanha, quando as pernas já não se escondem no pelotão e cada corredor fica exposto à sua verdadeira forma.
Para Enric Mas, o objetivo do dia não passa necessariamente por atacar ou tentar ganhar tempo, mas por encontrar sensações competitivas após uma preparação que sente ter sido perturbada pelos incidentes recentes.
“Para mim, hoje o importante é encontrar as sensações”, explicou. “Acho que se for um dia estranho não devemos tirar grandes conclusões, porque depois das quedas não consegui treinar muito bem.”
A frase resume bem a situação do mallorquino: máxima cautela e visão de longo prazo. Mas não quer tirar ilações firmes após o primeiro grande final em alto porque sente que ainda está aquém do pico de forma.
Aliás, o corredor da Movistar deixou uma mensagem que pode soar a aviso para as próximas semanas: “Acho que estarei um bocadinho melhor na terceira semana do que estou agora.”
Enric Mas em 2026
Enric Mas em 2026

Vingegaard, a bitola para todos

Questionado se Jonas Vingegaard poderia já vestir de rosa no Blockhaus, Enric Mas praticamente descartou esse cenário, dada a grande vantagem ainda detida pelo líder da corrida, Afonso Eulalio.
“Não, a camisola acho que não, porque são sete minutos”, observou.
Ainda assim, o espanhol espera que a equipa do dinamarquês assuma a responsabilidade de endurecer a corrida na escalada final. “Espero que o Jonas e a Visma sejam a equipa que marque o ritmo da etapa hoje.”
E aí reside o objetivo-chave da Movistar para o dia: aguentar com os melhores no primeiro grande filtro do Giro. “Temos de tentar ficar com ele”, concluiu Mas.
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