A aproximação à Cipressa faz-se a ritmo muito alto e, com o pelotão fresco a entrar na subida decisiva da corrida, a tensão dispara. Este ano, perto da frente do pelotão, uma queda atingiu Tadej Pogacar e Wout Van Aert, com Mathieu van der Poel também, de alguma forma, envolvido.
Sem o saber, fez parte de uma das grandes histórias da semana. “Li um dia depois da Milan-Sanremo que a bicicleta do Pogacar se partiu nessa queda, e eu estava deitado em cima da bicicleta do Pogacar”, contou Marsman ao Wielerflits na Volta à Turquia.
“Também eu estava em boa forma nesse dia. Nota-se pelo momento em que cais, e com quem: Pogacar, [Wout] Van Aert, o próprio Mathieu [van der Poel]. Estás no sítio certo nesse momento, mas é pena que aconteça. Acho que podia mesmo ter feito algo pelo Mathieu. Mas acredito que posso retirar confiança disto para os próximos anos”.
Uma nova vida no WorldTour
O neerlandês não sofreu lesões de relevo, mas deu por si rodeado pelos melhores do pelotão naquele instante, caído ao lado dos vencedores dos quatro monumentos da temporada até então.
É um marco para o corredor de 25 anos, contratado este inverno do escalão continental para a Alpecin. “Foi preciso alguma adaptação, mas na verdade tudo está a correr muito bem. Estou muito contente com isso. É um salto face ao nível continental, mas está a correr bem. Nota-se que evoluis rapidamente e que tudo se torna cada vez mais fácil”.
“A maior adaptação, por estranho que pareça, é a viagem”, descreve através da lente de um estreante no WorldTour.
“No WorldTour, estás muito mais tempo fora de casa. No início do ano, Austrália, Omã, Paris-Nice… Estás muito menos em casa. É preciso habituar. E depois o nível. Toda a gente sabe andar de bicicleta, toda a gente é paga para andar de bicicleta”.