GP Abimota regressa às estradas entre 5 e 7 de Junho para encontrar o sucessor de Afonso Silva

Ciclismo
terça-feira, 02 junho 2026 a 12:44
Afonso-Silva
O Grande Prémio Abimota está de regresso às estradas portuguesas entre os dias 5 e 7 de junho, naquela que será a 46ª edição de uma das mais emblemáticas provas por etapas do calendário nacional.
A corrida vai ligar Anadia, Vouzela, Sever do Vouga e Águeda ao longo de três dias de competição e 420 quilómetros, prometendo espetáculo, dificuldades montanhosas e vários sectores de empedrado capazes de marcar diferenças importantes na classificação geral.
A organização volta a apostar num percurso variado, com etapas desenhadas para diferentes perfis de ciclistas, desde sprinters, trepadores e especialistas em clássicas. As autarquias da região Centro do país continuam também a desempenhar um papel central na valorização da prova, que atravessará 13 concelhos ao longo do fim de semana.

Empedrado pode criar primeiras diferenças em Anadia

A jornada inaugural terá partida e chegada junto ao Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia. O pelotão arranca às 12h30 para enfrentar 138 quilómetros num percurso marcado por várias dificuldades e por sectores de empedrado que poderão provocar diferenças logo no primeiro dia.
Pelo meio, os ciclistas encontrarão metas volantes em Fôjação e na Curia, além de duas contagens de montanha de terceira categoria. A primeira subida será ao Buçaco, ao quilómetro 78,3, seguindo-se o Moinho do Pisco ao quilómetro 105,3, já no concelho de Mortágua.
No entanto, o grande fator de seleção poderá surgir nos troços de empedrado e nas passagens técnicas, elementos que obrigarão as equipas a lutar constantemente pelo posicionamento. Num pelotão nacional cada vez mais competitivo, qualquer distração poderá custar segundos importantes logo na abertura da corrida.

Vouzela acolhe a etapa rainha da competição

A segunda tirada deverá assumir um papel decisivo na luta pela classificação geral. Com 162 quilómetros, a etapa começa e termina em Vouzela, num circuito exigente recheado de dificuldades montanhosas.
As principais subidas do dia serão o Fornelo do Monte, ao quilómetro 42, e Varzielas, ao quilómetro 58,7. Ambas estão classificadas como contagens de terceira categoria e antecedem a passagem pela meta volante em Campia e pela zona urbana de Vouzela.
A chegada junto à Ponte Ferroviária de Vouzela promete criar diferenças entre os favoritos. O perfil da etapa favorece ataques tardios e poderá expor fragilidades entre os candidatos à vitória final, sobretudo após dois dias consecutivos de desgaste acumulado.

Águeda recebe o desfecho da corrida

A derradeira etapa parte de Sever do Vouga e termina em Águeda, após 140 quilómetros de corrida. O pelotão deverá chegar à Escola Adolfo Portela por volta das 15h40, mas antes terá pela frente um percurso nervoso e seletivo.
A subida à Arestal surge logo ao quilómetro 22, seguindo-se a meta de montanha em Talhadas ao quilómetro 48,8. Já na aproximação final a Águeda, os ciclistas enfrentarão passagens técnicas e um circuito urbano exigente, com rotundas e sectores de empedrado que poderão voltar a influenciar o desfecho da corrida.
As tradicionais “bolinhas” em Nariz antecedem a entrada no circuito final, num cenário onde o posicionamento voltará a ser determinante para evitar cortes e quedas.

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Uma prova com tradição no ciclismo português

O Grande Prémio Abimota continua a afirmar-se como uma das corridas mais antigas e prestigiadas do ciclismo nacional. Além da vertente competitiva, a prova mantém uma forte ligação ao território e à promoção das localidades por onde passa.
A Abimota, associação ligada à indústria das duas rodas, continua a utilizar a corrida como plataforma de promoção do setor e do próprio ciclismo português, numa competição que junta tradição, desenvolvimento regional e espetáculo desportivo.
Com um percurso duro, técnico e propício aque se possam fazer diferenças, a edição de 2026 promete voltar a oferecer uma corrida bastante aberta e disputada até aos quilómetros finais.

Quem sucederá a Afonso Silva?

Está assim preparado o meu para mais 3 dias de competição para encontrar o sucessor da edição de 2025, que foi ganha por Afonso Silva da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense. O jovem ciclista da formação algarvia ganhou a primeira etapa da competição, vestindo a camisola da liderança, para depois resistir aos ataques que lhe foram impostos nas jornadas seguintes, acabando por vencer a classificação geral final com apenas 5 segundos de vantagem sobre Keegan Swirbul da Efapel Cyling e 34 segundos sobre Jorge Galvez Lopez da também algarvia Aviludo - Louletano - Loulé.
Nas restantes classificações da prova do ano passado, a Camisola da Juventude foi ganha por Lucas Lopes, então na Radio Popular - Paredes - Boavista, a Camisola da Montanha foi para Joaquim Silva da Efapel Cycling e a Camisola dos Pontos para o jovem Açoreano da equipa de Hernani Brôco, a Credibom - LA Alumininos - Marcos Car, João Medeiros, que venceu duas etapas na pretérita edição.
Foto: Facebook GP Abimota
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