A época de 2026 marca um marco para a
INEOS Grenadiers: após quase uma década de espera, a superequipa britânica lança a sua própria formação de desenvolvimento - a INEOS Grenadiers Racing Academy. E há mais. A via de acesso ao WorldTour ficará mais direta do que nunca, já que a Ineos se alia também à equipa júnior Camsmajaco, nascida da fusão dos dois maiores programas juniores do Reino Unido: Tofauti e Fenshaw.
“A fusão entre as duas equipas garante uma estrutura britânica capaz de competir com as formações juniores mais bem financiadas e apetrechadas do mundo. Temos apoio financeiro, educativo e de equipamento que coloca os nossos corredores em igualdade de circunstâncias com qualquer equipa júnior apoiada por um WorldTour”, afirmou o diretor desportivo Ian Mansel-Thomas na apresentação da equipa.
Mansel-Thomas terá a seu lado Giles Pidcock, pai dos profissionais da Pinarello Q36.5 Pro Cycling, Tom e Joe, ambos formados na estrutura Fenshaw.
A fusão abrange não só as equipas masculinas, como também as femininas. Embora para as jovens não exista um percurso claro até ao WorldTour, uma vez que a Ineos não tem ainda uma equipa feminina, o projeto é igualmente ambicioso: “Trazer este nível de apoio às juniores coloca-as imediatamente na dianteira. Provavelmente serão agora a equipa júnior feminina mais bem apoiada do mundo. Só pode ser positivo para o talento britânico e irlandês”.
A INEOS pondera criar uma equipa feminina?
É algo que, provavelmente, ainda levará o seu tempo. Mas construir a infraestrutura de baixo para cima é uma forma sólida de dar consistência ao projeto.
“Estou muito orgulhoso por sermos a primeira equipa feminina que eles apoiaram em qualquer parte do mundo. Isso é muito importante para nós e um bom sinal sobre os planos futuros da Ineos. É bom de ver. Tiveram os seus desafios nos últimos anos e é positivo vê-los adotar uma visão de longo prazo sobre como podem regressar ao nível em que já estiveram”, disse Mansel-Thomas.
“Para nós, ser esse parceiro de confiança no Reino Unido é uma enorme validação e um sinal de que fizemos as coisas bem ao longo dos anos. Vai ajudar as corredoras e os corredores. É uma inspiração, porque é exatamente esse o patamar a que aspiram pertencer”.
A par de Mansel-Thomas e Pidcock, a equipa feminina terá outra figura-chave ao volante: Alice Wood. A antiga profissional retirou-se em 2024 com dois títulos nacionais de estrada em 2019 e uma valiosa experiência adquirida na 2ª edição da Volta a França Feminina.
“O meu papel é de diretora desportiva e mentora. Fui DD no ano passado, mas só consegui estar presente em duas corridas devido a outros trabalhos de comentário. Como mentora, vou trabalhar com três raparigas e um rapaz para transmitir o meu conhecimento e ser um rosto familiar a quem possam recorrer com dúvidas, porque é isso que os juniores precisam de fazer. Quero ser essa pessoa a quem possam chegar”, explicou.
“O facto de ser uma equipa júnior deixou-me ainda mais motivada, porque sinto que há muito conhecimento que posso passar. Posso retribuir bastante, e muitas pessoas ajudaram-me na carreira, por isso quero dar de volta o máximo possível”, concluiu Wood.
A equipa júnior masculina conta com 11 nomes, incluindo Leon Atkins, já confirmado para a Lidl-Trek Future Racing em 2027. A formação feminina apresenta 10 corredoras no ano de estreia, com a campeã nacional de estrada Ruby Isaac apontada para liderar o grupo.