Jakob Fuglsang despede-se em casa com homenagem inesquecível

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Depois de quase duas décadas no pelotão profissional, Jakob Fuglsang disse adeus ao ciclismo de competição com uma última etapa emotiva no coração da Dinamarca. O ciclista de 40 anos foi protagonista no derradeiro dia da Volta à Dinamarca 2025, atacando desde cedo para integrar a fuga do dia, numa jornada de 157 quilómetros entre Hobro e Silkeborg, a sua cidade natal. Embora a sonhada vitória na despedida não tenha acontecido, o dinamarquês terminou satisfeito com o desfecho.
"Sinceramente, não consigo imaginar um final melhor", confessou ao Feltet.dk depois de cortar a meta na 92ª posição, mais de sete minutos após o vencedor da etapa, Mads Pedersen. "Só tinha de tentar e ver se conseguia ser o primeiro a chegar a Silkeborg."

Uma despedida em palco privilegiado

A Lidl-Trek fez questão de dar brilho ao momento, com o próprio Pedersen – que somou a sua terceira vitória em etapas e confirmou o triunfo final na classificação geral – a ajudar Fuglsang a entrar na fuga. "O Mads já me tinha dito ontem: 'Só precisamos de te colocar na fuga', e o Kim Andersen (diretor-desportivo da Lidl-Trek) repetiu-o esta manhã", revelou Fuglsang. "Por isso, sabia que estava tudo alinhado. Esse era o plano desde o início e depois tive a ajuda do Mads, o que foi brilhante."
Apesar da fuga ter sido apanhada a 22 quilómetros da meta, Fuglsang aproveitou cada pedalada nas estradas que marcaram o seu crescimento, primeiro como ciclista de BTT e mais tarde como um vencedor de Monumentos. "Tratava-se de desfrutar do momento e o apoio foi simplesmente incrível", destacou.
Fuglsang despede-se como um dos ciclistas dinamarqueses mais bem sucedidos de sempre
Fuglsang despede-se como um dos ciclistas dinamarqueses mais bem sucedidos de sempre

Reconhecimento de um compatriota

Antes da partida, Mads Pedersen fez questão de sublinhar a importância do legado do compatriota. "Penso que todos podemos concordar que o Jakob é um dos melhores ciclistas dinamarqueses que já tivemos", afirmou à TV2. "Venceu Monumentos, venceu etapas do World Tour, não há muitos outros que o tenham feito. Toda a gente sabe quantas vezes ele tentou a maldita Volta a França e depois vem um tipo da Jutlândia do Norte e ganha duas!"
Pedersen também deixou uma reflexão sobre o reconhecimento nem sempre proporcional às conquistas de Fuglsang. "Acho que nós dinamarqueses, somos um pouco mimados e quando as coisas não correm como queremos, somos igualmente rápidos a criticar. Não quero que a capa do jornal seja 'Mads diz que os dinamarqueses são demasiado duros com os ciclistas', mas acho que o Jakob merecia mais crédito pela carreira que teve. Vai fazer falta no pelotão e acho que lhe devemos uma enorme salva de palmas e respeito."

Um dos maiores da Dinamarca

Com triunfos memoráveis na Liège-Bastogne-Liège em 2019 e na Il Lombardia em 2020, além de múltiplas vitórias em provas do World Tour, Fuglsang despede-se como um dos ciclistas dinamarqueses mais bem-sucedidos da história. A sua carreira pode não ter sido sempre acompanhada pelo mesmo nível de reconhecimento, mas a última etapa em Silkeborg mostrou, com clareza, a admiração e o respeito que conquistou ao longo de quase 20 anos no pelotão internacional.
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