Mathieu van der Poel tem medo da Covid-19 na Volta a França, segundo o próprio pai: "Ele não quer ficar perto para tirar uma fotografia ou sequer tirar selfies com os fãs"
A Covid-19 está bem presente na Volta a França. A enorme quantidade de pessoas que são necessárias para organizar uma corrida deste nível e a enorme quantidade de espetadores levou a muitos casos positivos entre os ciclistas e, nesta altura, a maioria das equipas está a proteger-se de forma semelhante à dos anos anteriores. Mathieu van der Poel precisa de estar ao seu melhor nível para os Jogos Olímpicos e, por essa razão, está a ser extremamente cauteloso com os fãs durante a corrida.
"Penso que o Tour do Mathieu está a ser bom até agora. Não mais, mas também não menos. Quer dizer, não há muitas oportunidades. Depois perde-se um pouco na tática da equipa", disse Adrie van der Poel, o pai de Mathieu, em palavras ao Wielerflits. "Na etapa de gravel, ele está em tudo, exceto no bom grupo que arranca e luta pela vitória do dia. Na etapa de Pau, algo também era possível, mas temos a desvantagem de Adam Yates estar presente (na fuga). Depois, volta ao pelotão, ele aposta no sprint de Jasper Philipsen e fica atrás de um corte. Felizmente, o Jasper ganhou na mesma". É uma corrida quase sem oportunidades para o Campeão do Mundo e, realisticamente, tem apenas mais um dia em que pode ser bem sucedido.
"Ainda faltam alguns dias bons. Vejo mais uma oportunidade na última semana. É a etapa de quinta-feira até Barcelonette. Uma etapa muito difícil, mas sem grandes subidas. Só que primeiro têm de ver com a equipa se conseguem controlar bem a etapa de terça-feira até Nîmes. Penso que isso é o mais importante. Depois de Barcelonette, o Mathieu só tem de continuar e terminar o Tour o melhor possível", defende Adrie.
Mathieu van der Poel fez um trabalho exímio para lançar Philipsen para a vitória na etapa 11 do Tour
A forma do neerlandês parece estar a subir lentamente e o plano é o mesmo do ano passado, com o Tour a servir de preparação para a corrida chave. que se realiza apenas algumas semanas após o final. Neste caso, o objetivo é a prova de fundo dos Jogos Olímpicos. Por esta razão, van der Poel está a ser especialmente cuidadoso com o seu contacto com os espetadores, uma vez que a Covid-19 nesta altura do ano pode destruir completamente os seus planos.
"Tentamos ter isso em conta. Por vezes, isso não é visto de forma compreensiva, quando ele não quer ficar perto para tirar uma fotografia ou nem sequer tirar selfies com os fãs. Este é o outro lado da moeda quando se tenta passar o Tour o mais saudável possível", continua Adriee. "Esta é também uma das razões pelas quais eu e o Mathieu temos menos contacto. É à distância, mas no nosso papel, o Eric Vanderaerden e eu tentamos evitar os ciclistas tanto quanto possível. Para os Jogos [Olímpicos], temos de aceitar que, por enquanto, é assim."
"Ele teve os seus altos e baixos. Isso é lógico, penso eu. Já foi um Tour muito dura, em que as corridas foram muito duras e o tempo esteve muito quente, mas também choveu. Ele sabe o que tem de fazer para estar na melhor forma dentro de três semanas. Eu próprio não vi televisão suficiente para o poder avaliar corretamente neste aspeto. Do que vejo, apercebo-me de que ele está bastante descontraído. De vez em quando, dá-nos a entender que teve um dia difícil. Mas penso que não há grande diferença em relação ao ano passado".
Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, já escrevi sobre política e desporto. Completamente cativado por ciclismo e wrestling, não perco a hipótese de acompanhar outras modalidades e de conhecer as histórias menos convencionais. Nos tempos livres dedico-me à escrita criativa, nomeadamente à poesia
Bonjour, Gruissan! 👋🇫🇷
Team presentation ahead of stage 16 in @LeTour. Important and nervous day as we probably face the last sprinting chance of #TdF2024#AlpecinDeceuninck