Na semana passada, o público foi informado de que o profissional húngaro Bálint Makrai, da MBH Bank CSB Telecom Fort,
acusou positivo num controlo antidopagem fora de competição. A descoberta não passou despercebida e a organização da
Volta à Hungria retirou de imediato o convite à equipa da casa para a corrida 2.Pro, invocando a sua política de tolerância zero ao
doping. Agora, porém, a decisão foi revertida e a MBH Bank regressa à lista de participantes.
A mudança de posição surge após o que os organizadores descreveram como discussões construtivas com todas as partes envolvidas, incluindo o diretor desportivo Antonio Bevilacqua. Segundo o organismo operacional do evento, a Vuelta Sport Office, a equipa apresentou garantias suficientes do seu compromisso com o fair play e a competição limpa.
Foi central para a revisão da decisão a suspensão imediata do corredor em causa, a par do compromisso de cooperar de forma plena e transparente com a investigação em curso. Makrai testou positivo ao esteroide anabolizante Dianabol num controlo fora de competição a 30/3/2024. Desde então, Makrai foi suspenso provisoriamente pela sua equipa, enquanto aguarda o resultado da amostra B.
Após a notícia do resultado analítico adverso, o diretor de prova Károly Eisenkrammer confirmou inicialmente a exclusão da MBH Bank CSB Telecom Fort, citando o compromisso histórico do evento com a integridade e a responsabilidade de salvaguardar a credibilidade da competição. Essa posição, contudo, foi reavaliada face à resposta interna célere da equipa. Com a decisão revertida, 19 equipas alinham na 47ª edição da Volta à Hungria, incluindo a única formação profissional do país.