Taylor Phinney pode em breve voltar a figurar nas folhas de resultados da sua disciplina favorita: a pista. Com o apoio da mulher e estrela do pelotão,
Katarzyna Niewiadoma, o norte-americano de 35 anos
aponta aos Jogos Olímpicos de Los Angeles dentro de dois anos, para fechar uma carreira que começou na pista há quase duas décadas.
Quando Taylor Phinney passou a profissional em 2011, parecia destinado a ter o mundo (do contrarrelógio) a seus pés. E, de facto, o “gigante americano de 1,96 m encontrou rapidamente o seu espaço no WorldTour, tornando-se vice-campeão do Mundo de contrarrelógio em 2012. Com 22 anos, ficou apenas a seis segundos da lenda do CR, Tony Martin. Somando a isso a passagem pela camisola rosa na Volta a Itália após vencer o prólogo, top-5 olímpico nas duas provas de estrada e uma reputação crescente no empedrado, estava ali um super-talento completo.
E tão rápido como o nome de Phinney ascendeu ao estrelato, também se esbateu. Nos Campeonatos Nacionais de 2014, Phinney sofreu uma lesão catastrófica na perna que o deixou um ano inteiro sem competir… e da qual nunca recuperou totalmente, apesar de raros lampejos de classe até se retirar em 2019.
Agora, o americano mudou de ideias… em parte. Não, não esperem um regresso súbito à estrada aos 35 anos, mas, além de ocasionais presenças no gravel, Phinney comunicou oficialmente a intenção de voltar para os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, na perseguição por equipas.
De volta à pose de perseguidor
A grande paixão de Phinney sempre foi a perseguição individual de 4 quilómetros, prova em que se sagrou bicampeão do mundo em 2009 e 2010, batendo o futuro bicampeão mundial de CR, Rohan Dennis. Chegou um ano tarde para disputar a última edição olímpica da prova, já que o COI a retirou do programa após os Jogos de 2008, golpe que lhe quebrou o coração. Foi então que o americano se dedicou por completo à estrada.
Duas décadas depois, o quadro em Los Angeles mantém-se, com a perseguição individual ausente do programa, mas a ambição de Phinney também mudou: pretende competir noutra prova de 4 quilómetros, a Perseguição por Equipas. Os Estados Unidos foram 4ºs no Campeonato do Mundo de 2025, e Phinney espera ser o toque final que permita às stars and stripes regressarem ao pódio perante o público da casa em 2028.
Como o próprio admite, a sua mulher, Katarzyna Niewiadoma-Phinney, foi decisiva nesta decisão, mostrando apoio incondicional ao último sonho profissional do marido: “Ao início levei a coisa a brincar, mas com o apoio da minha mulher a ideia começou a crescer. Foi na pista que encontrei primeiro o amor, e o sucesso, no ciclismo”, disse Phinney. “Treino desde novembro e estou muito entusiasmado com os próximos dois anos”.
Kasia ansiosa por fazer parte do regresso de Taylor
Numa entrevista ao
IDLProCycling.com, a polaca manifesta-se radiante com o regresso competitivo de Phinney: “Ele apoiou-me todos estes anos depois de ter parado, por isso sabe bem o esforço que é preciso para viver como atleta de topo”.
Niewiadoma explica porque voltou a acender-se a chama em Phinney. “Os Jogos são muito especiais para ele, e ainda mais porque os Olímpicos de 2028 são em Los Angeles, os pais dele competiram lá nos Jogos de 1984. Estou mesmo feliz por podermos escrever juntos essa história agora”, declarou, sorridente.
Taylor Phinney no Campeonato do Mundo de contrarrelógio