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Red Bull - BORA - Hansgrohe contratou Remco Evenepoel e reforçou o lote de especialistas de Grandes Voltas que já incluía Florian Lipowitz e Primoz Roglic. Com tanta potência, onde entra também o antigo vencedor da
Volta a Itália Jai Hindley, seria fácil esquecer que a equipa tem outro especialista de três semanas em desenvolvimento. Mas, em 2026,
Giulio Pellizzari quer justificar a aposta do conjunto alemão que o recrutou.
Pellizzari é uma das maiores promessas do pelotão atual, completou recentemente 22 anos e formou-se na italiana Bardiani, onde em 2024 exibiu um talento enorme. As suas prestações em alta montanha não passaram despercebidas, mas foi a Red Bull - BORA quem venceu a corrida para assinar com o prodígio da escalada. Em 2025, a aposta começou a dar frutos. Na primavera foi o braço-direito de Primoz Roglic na Volta à Catalunha e acompanhou o esloveno na Volta a Itália até a candidatura à geral ruir por lesão.
Mas logo na primeira oportunidade, na 16ª etapa, foi o melhor trepador do dia, mais rápido do que Richard Carapaz, Isaac del Toro e o vencedor da geral Simon Yates na subida a San Valentino. Na última semana, quando finalmente teve liberdade para perseguir objetivos próprios, subiu do 18º para o 6º lugar da classificação geral.
Fazer top 10 em duas grandes voltas no mesmo ano não é para qualquer um, Pellizzari é dos bons
Na Volta a Espanha repetiu a façanha, terminou em sexto e voltou a ser segundo na classificação da juventude. Porém, desta vez,
venceu uma chegada em alto no Alto de El Morredero e, talvez tão importante quanto isso, mostrou consistência ao longo de uma segunda Grande Volta na mesma época, aos 21 anos. É muito raro ver alguém da sua geração fazer o mesmo.
Giro 2026 é o objetivo
A consistência está consolidada e, na próxima época, a equipa alemã segue um plano claro. Pellizzari voltará a formar dupla com Jai Hindley na liderança de uma Grande Volta, regressando ao Giro após a Vuelta. E quer terminar melhor do que o sexto lugar, meta realista face às qualidades inatas que possui.
“As condições são boas. Precisamos de começar a competir para perceber o nível. Vou participar no Giro, tentando melhorar o sexto lugar de 2025”, disse Pellizzari ao
Quotidiano Sportivo.
Enquanto Evenepoel e Lipowitz liderarão a equipa na Volta a França, e o calendário de Primoz Roglic permanece em aberto, o bloco para o Giro contará com a dupla de trepadores já citados, com Danny van Poppel a ter liberdade nas etapas ao sprint, e Aleksandr Vlasov com papel de apoio na montanha, mas também com possíveis ambições de caçar etapas.