Kevin Vauquelin admitiu frustração após deixar escapar um momento-chave durante
a mais recente etapa do Paris-Nice, com o francês a revelar que a hesitação no grupo impediu o que poderia ter sido um movimento decisivo na corrida.
O corredor da
INEOS Grenadiers esteve ativo numa etapa rápida e agressiva que rebentou cedo. O ritmo elevado e os ataques constantes criaram o caos que Vauquelin e a equipa procuravam, permitindo-lhes poupar energia enquanto se posicionavam para as subidas decisivas mais à frente.
“Começou muito rápido, o que até nos favoreceu,”
explicou Vauquelin após a etapa ao Cycling Pro Net. “Queríamos uma corrida animada e com muita movimentação, e isso permitiu-nos não gastar demasiada energia”.
Oportunidade perdida no momento-chave
O plano resultou durante grande parte do dia. Com o colega Joshua Tarling adiantado, Vauquelin e a equipa puderam abordar a subida crucial bem colocados, sem ter de responder a todos os movimentos.
Isso abriu o cenário para um momento decisivo quando a corrida começou a fracionar entre os favoritos. “Houve um ponto em que não estava longe do
Jonas Vingegaard”, indicou Vauquelin.
Mas, em vez de endurecer para consolidar o movimento, os corredores do grupo hesitaram. “Havia mais gente a olhar uns para os outros do que a puxar”.
Esse instante de indecisão permitiu que ciclistas de trás reentrassem, neutralizando um ataque que poderia ter definido a corrida.
Ataques que favoreceram os adversários errados
Com o reagrupamento, os ataques voltaram e a dinâmica do grupo complicou-se. “Infelizmente, o grupo com o Steinhauser e o Martinez voltou, o que não nos favoreceu”, lamentou Vauquelin.
Ao mesmo tempo, as acelerações repetidas de Lenny Martinez tornaram a corrida mais explosiva, mas pouco ajudaram a estabilizar uma fuga. “O Lenny estava muito forte e atacou várias vezes”, explicou. “Acho que talvez não tenha sido a melhor opção, porque criou muitas mudanças de ritmo e ajudou quem não estava a trabalhar”.
Para Vauquelin, essas arrancadas sucessivas beneficiaram os elementos mais passivos do grupo, em vez de ajudarem quem tentava provocar uma seleção decisiva.
Sinais encorajadores apesar do desgaste
Apesar da frustração pela oportunidade perdida, Vauquelin encontrou aspetos positivos no seu desempenho após mais um dia exigente.
Vindo de outra etapa dura na véspera, o cansaço apareceu inevitavelmente na aproximação à meta. “As pernas não estavam nada más”, afirmou. “Claro que, no final, sentia que já tinha tido um grande dia ontem”.
Ainda assim, o francês acredita que a forma exibida ao longo da corrida o coloca entre os mais fortes do pelotão. “Continuo satisfeito com as minhas pernas. Acho que estou mesmo entre os mais fortes desta corrida”.
Com várias etapas ainda por disputar, Vauquelin espera ter novas oportunidades para transformar a forma em resultado. “Agora ainda temos mais algumas etapas, por isso o objetivo é continuar a melhorar e tentar fazer ainda melhor”.