“Não me senti imbatível”: Paul Magnier faz o balanço de um 2025 muito bem-sucedido

Ciclismo
segunda-feira, 05 janeiro 2026 a 11:00
paulmagnier
A época de 2025 de Paul Magnier foi para recordar. O jovem prodígio francês somou 19 vitórias ao longo do ano, um registo apenas superado por Tadej Pogacar, e mostrou ser um dos melhores e mais versáteis sprinters do atual pelotão, apesar da tenra idade.

Reflexão sobre uma temporada bem-sucedida

Olhando para trás, durante uma participação no podcast Wolfpack Howls da equipa, o ciclista de 21 anos admitiu que nunca esperou tal sucesso. “Não, é sempre difícil acreditar e prever o que vai acontecer no ano seguinte”, disse Magnier.
Magnier tornou-se profissional na Soudal - Quick-Step em 2024, ano em que conquistou cinco vitórias. O grande objetivo para 2025 era melhorar esse número, e cumpriu. “Estou sempre muito motivado para mais. Fiz a minha primeira época com cinco vitórias como profissional e depois estava motivado para mais quatro. No fim, as coisas correram bastante bem no início da época”.
Ainda assim, a campanha não foi tão linear quanto parece. “Tive algumas dificuldades em abril, depois de umas quedas, mas no fim consegui realmente desfrutar de andar de bicicleta durante o verão, e terminei a época em grande”, explicou. “Senti um bloco muito forte à minha volta, cheio de confiança e motivação, e eu estava na mesma linha. Foram uns meses muito bons de competição”.
Magnier
Apenas Pogacar venceu mais do que Magnier em 2025
Apesar da ascensão rápida, Magnier quer manter os pés no chão. “Tenho apenas 21 anos e continuo a acreditar que desfrutar da vida e de andar de bicicleta é o mais importante, e os resultados aparecem. Quando te sentes bem da cabeça, bem com a equipa, é isso que acontece ano após ano. É muito bom ver e fazer parte disso”.
Magnier foi absolutamente dominador na fase final da temporada, somando 14 vitórias entre setembro e outubro. Questionado se se sentiu imbatível nesse período, poderá ser o único a não pensar assim.
“Não me senti imbatível, porque sempre que estás na linha de partida há muitos ciclistas que querem ganhar, mas eu estava em boa forma, sentia-me forte. Todos os meus companheiros e o staff apoiaram-me muito, e eu senti isso. Deu-me um extra no final”.

A estreia na Volta a Itália e a partilha de equipa com Merlier

Recordou também a estreia em Grandes Voltas na Volta a Itália, onde três top 10 em etapas ao sprint evidenciaram o seu potencial, apesar do abandono na 16ª etapa. “Fui sem pressão e sem expectativas. Alguns media disseram que foi um mau Giro, mas para mim foi muito bom. Fiz duas semanas e dei um passo em frente. Foi a primeira vez que fiz mais do que uma corrida de uma semana”.
Magnier falou ainda sobre dividir responsabilidades ao sprint com, provavelmente, o melhor sprinter do mundo. “Olho muito para o Tim Merlier. Tem muita experiência, venceu muitas corridas e pode dar-me conselhos sobre a preparação, mental e física”.
Sobre uma eventual rivalidade interna, descartou a ideia. “Algumas pessoas acham que a competição é uma coisa má, mas para nós trata-se de nos apoiarmos. Adorava ter outra competição com 15 vitórias cada em 2026 e lutar pela 16ª”.
A pensar em 2026, Magnier foi questionado sobre como se define como corredor e quais as expectativas para a próxima época. “Alguém disse um dia duas palavras para descrever Paul Magnier: rápido e divertido. Gosto disso. A minha expectativa para o próximo ano é continuar a progredir, dar passos nas Clássicas, estar no pico na altura certa e, claro, adoro ganhar, por isso quero vencer muitas corridas”.
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