O australiano
Harry Sweeny, da
EF Education-EasyPost, foi operado na segunda-feira para resolver um problema que condicionava a sua forma desde o início da primavera.
Depois de lutar com problemas físicos desde a Milan-Sanremo, o corredor foi submetido a cirurgia para corrigir uma plica inflamada no joelho esquerdo, condição que impedia treinar de forma consistente e o afastou de corridas recentes no calendário internacional.
A decisão, tomada em conjunto com a equipa médica da formação norte-americana, visa pôr fim a um período de incerteza em que a dor surgia de forma intermitente, travando qualquer progresso sustentado na sua recuperação.
Sweeny, que não enfrentava um contratempo desta magnitude há quase uma década, reconheceu o desgaste psicológico de parar precisamente quando a época entrava numa fase decisiva.
O corredor explicou a sua situação após a operação, referindo: “Tenho sofrido desde Sanremo. Tem sido muito intermitente; não conseguia competir, conseguia treinar bem durante alguns dias e depois a dor regressava. Honestamente, tem sido bastante duro. Não tinha uma lesão há quase 10 anos, se não contarmos uma clavícula partida, por isso tem sido um período difícil para manter a cabeça no sítio certo. Agora que sabemos a causa e fui operado, estou ansioso por voltar aos eixos”.
Objetivo: a Volta a França
O foco de Harry Sweeny é agora a recuperação total para garantir um lugar nos oito escolhidos da equipa para a próxima
Volta a França, objetivo que atualmente o guia dentro da EF.
Os especialistas estimam uma paragem de sete a dez dias antes de regressar à bicicleta, seguida de um bloco intenso de fisioterapia que deverá permitir-lhe integrar o estágio final da equipa antes da Grande Boucle.
O médico da equipa, Jon Greenwell, mostrou-se otimista quanto à evolução do corredor, sublinhando que a cirurgia era o passo necessário após esgotar tratamentos conservadores que não resolveram o espessamento do revestimento articular.
O Dr. Greenwell detalhou o processo médico: “O Harry desenvolveu dor no joelho durante a Milan-Sanremo e temos vindo a geri-la desde então, mas simplesmente não estava a ceder. A ressonância magnética mostrou uma plica inflamada, pelo que decidimos que a melhor abordagem era tratá-la agora”.
“Tentámos tudo o que podíamos, mas não estava a acalmar o suficiente para lhe permitir competir novamente ao seu nível. A razão para o fazer agora é a esperança de tê-lo pronto para a Volta a França”. O corredor espera agora fechar um capítulo difícil e canalizar toda a energia para as estradas francesas, onde ambiciona ser um elemento-chave para a sua equipa.