“Não vou desanimar por causa dele”: Thibau Nys não teme defrontar Tadej Pogacar no Campeonato do Mundo

Ciclismo
terça-feira, 31 março 2026 a 9:00
thibaunys
A época de Thibau Nys tomou um rumo inesperado após uma recente cirurgia ao joelho, mas a ambição mantém-se intacta. O corredor da Lidl-Trek, parado durante várias semanas, já olha para além da recuperação e mira um dos grandes alvos do calendário: o Campeonato do Mundo de 2026, em Montreal, onde Tadej Pogacar tentará a terceira camisola arco-íris consecutiva.
Nys foi operado a meio de março a uma síndrome de fricção da banda iliotibial no joelho esquerdo, ficando afastado cerca de três semanas e meia. O percalço retira-o das Clássicas das Ardenas e compromete seriamente a presença noutros compromissos importantes da primavera.
O belga não escondeu a frustração por falhar algumas das corridas-chave do ano, sobretudo aquelas que melhor se adequam ao seu perfil. O programa já era limitado, uma vez que não estava nos planos da equipa para a Volta a França, onde nomes como Juan Ayuso, Mads Pedersen, Giulio Ciccone e Mathias Vacek lideram a seleção da formação alemã.
Recusando ficar preso ao contratempo, Nys redefiniu objetivos e aponta ao Campeonato da Europa na Eslovénia e, sobretudo, ao Mundial em Montreal. Deixou claro em declarações ao WielerFlits: “Tenho, sem dúvida, ambições para ambas as corridas”.
O traçado do Mundial, diz-lhe quem já o estudou, encaixa bem nas suas características, o que reforça a motivação.
“Mas tudo pode tornar-se irrelevante com Tadej Pogacar na linha de partida”, suspira o belga.
Ainda assim, Nys não vira a cara ao desafio: “Não vou desanimar se o Tadej estiver na partida. Por isso, é muito possível que mire correr o Mundial no Canadá”.

Ambição com os pés assentes na terra

Aos 23 anos, Nys sabe que quer medir forças com a elite do WorldTour, sem cair em bravatas. O foco não é só Pogacar, mas também corredores como Remco Evenepoel e Mathieu van der Poel.
“Acho que posso competir com eles. Mas também sou muito realista e não vou afirmar que os vou bater”.
O belga confia na sua trajetória, especialmente em corridas como as Ardenas, onde acredita poder dar um salto significativo nos próximos anos.

Entre estrada e ciclocrosse

Nys deixou igualmente em aberto repensar a carreira caso a progressão esperada na estrada não se concretize: “Se não tivesse essa impressão, ou se deixasse de a ter no futuro, a minha carreira poderia seguir um caminho diferente”.
Tadej Pogacar ataca na Milão–Sanremo 2026 com Tom Pidcock e Mathieu van der Poel na roda
Tadej Pogacar ataca na Milano–Sanremo 2026 com Tom Pidcock e Mathieu van der Poel na roda
Nesse sentido, o ciclocrosse mantém-se uma alternativa real. Para já, a cabeça e o coração puxam em sentidos diferentes: admite que a La Flèche Wallonne lhe assenta melhor, mas a ambição leva-o a sonhar com a Liège-Bastogne-Liège.
“E sim, contra o Pogacar. Na minha opinião, o melhor de todos os tempos. A vantagem que tem nesta era é simplesmente incrível”.

Sonhos de longo prazo

A olhar para lá do presente, Nys não abdica dos grandes objetivos. Uma corrida com que sonhava em criança também regressa ao horizonte: a Volta à Flandres.
Por agora, as suas características apontam noutra direção, mas o belga não fecha a porta ao futuro. A época sofreu um contratempo, porém a ambição mantém-se firme: correr contra os melhores… e, um dia, tentar vencê-los.
aplausos 0visitantes 0
loading

Últimas notícias

Notícias populares

Últimos Comentarios

Loading