“Estamos à espera dele”: Solution Tech NIPPO Rali anseia pela rápida chegada do seu líder ‘desaparecido’

Ciclismo
terça-feira, 31 março 2026 a 8:00
Kyrylo Tsarenko, corredor del Solution Tech NIPPO Rali
A ausência de Kyrylo Tsarenko da Solution Tech NIPPO Rali não passou despercebida. Após uma época em que o ucraniano foi um dos pilares da equipa, o seu nome não surge nem no site oficial nem nas listagens da UCI, apesar de anteriormente ter indicado que continuaria na ProTeam em 2026, levantando dúvidas sobre a sua situação.
Sem explicação pública, as atenções viraram-se para o diretor da equipa italiana, Serge Parsani, que acabou por esclarecer ao tuttobiciweb o que está por detrás desta ausência inesperada.
Longe de motivos desportivos, Parsani explicou que a questão nada tem a ver com rendimento e nasce de assuntos pessoais por resolver. “O Kyrylo tem algumas questões pessoais para resolver e, infelizmente, até o fazer, não pode voltar a competir. São questões burocráticas e, até estarem regularizadas, não o podemos autorizar a correr”.
É um contratempo de peso, tendo em conta a importância de Tsarenko na última temporada - somou 539 dos 2310 pontos UCI da Solution Tech em 2025 - quando conquistou cinco vitórias, incluindo a maior da equipa, ao vencer a etapa rainha da Volta à Eslovénia.

Confiança total no regresso

Kyrylo Tsarenko em 2025
Kyrylo Tsarenko em 2025
Apesar do contexto, a mensagem da direção é clara: a equipa continua a contar com ele e espera o seu regresso assim que o caso fique resolvido.
“Exatamente, estamos à espera dele. Assim que regularizar a sua situação, retomará a competição. Entretanto, enquanto espera que tudo se esclareça, mantém os treinos”.
A declaração confirma que não há rutura entre as partes, apenas uma pausa forçada.

Remodelação interna e contratações

Entretanto, a equipa procurou compensar a sua ausência reforçando o plantel no inverno, com o objetivo de manter a competitividade e cobrir o défice de pontos. “Durante o inverno, assinámos com três ou quatro corredores de certo nível (ex-WT como Kamiel Bonneu, Michele Gazzoli ou Santiago Umba, entre outros), por isso esperamos que, ao longo da época, nos ajudem a recolher alguns desses pontos que, na minha opinião, estão a prejudicar o ciclismo hoje”.
Uma reflexão que se liga a outra crítica de Parsani: o atual sistema de pontos, que considera mal equilibrado entre provas.

Um sistema que gera frustração

O dirigente italiano não escondeu a frustração com a distribuição de pontos no ciclismo profissional, sobretudo para equipas do seu nível. “É impensável somar pontos em corridas World Tour porque não recebemos convites”.
Foi mais longe ao comparar o valor das diferentes competições. “Se ganhamos uma etapa numa prova .2, recebemos sete pontos, e se ganhamos uma etapa na Sardenha, é como terminar em 30º na Milão–Sanremo. É absurdo”.
Parsani recuou também para explicar porque é que a equipa ficou às portas do top 30, apontando as lesões como fator decisivo. “Em setembro, não pudemos contar com o Rajovic nem com o Quartucci que, desde a queda, não voltou a competir”. A situação deixou a equipa no 31º lugar, dolorosamente perto de um objetivo que poderia ter mudado o seu horizonte competitivo.
Além disso, o italiano deixou uma reflexão sobre o sistema de classificação após o desaparecimento de equipas. “Com o Arkea a fechar, poderíamos ter subido a 30º no final de 2025, mas esse cenário não foi considerado”.

À espera de resolver o “mistério”

Assim, o caso Tsarenko fica explicado, mas não resolvido. O corredor permanece fora de competição, mas mantém o seu lugar na equipa, que aguarda o seu regresso enquanto tenta sustentar o projeto num contexto cada vez mais exigente.
Uma pausa inesperada para um dos seus corredores mais decisivos… e um ponto de interrogação que só desaparecerá quando os entraves burocráticos forem ultrapassados.
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