A edição de 2026 do AlUla Tour, disputada na Arábia Saudita entre 27 e 31 de janeiro, estende-se por aproximadamente 800 quilómetros repartidos por cinco etapas. O traçado volta a equilibrar jornadas rápidas, ideais para sprinters, com dois finais em subida que prometem ser determinantes para as contas da geral.
As ascensões ao Monte Bir Jaydah Wirkah e ao Monte Harrat Uwayrid, este último com dois quilómetros a rondar os 15%,
mantêm-se como os pontos mais exigentes do percurso, favorecendo corredores explosivos e bons trepadores numa fase ainda precoce da temporada, sem retirar protagonismo aos homens da velocidade.
A Bahrain - Victorious apresenta-se com um plano bem definido. Para a luta pela classificação geral, a responsabilidade recai sobre
Rainer Kepplinger e
Afonso Eulálio, dois corredores com perfil adequado às inclinações mais duras do percurso saudita. Já nos dias destinados aos sprinters, Phil Bauhaus será a principal aposta, contando com o apoio direto de Daniel Skerl e Alessandro Borgo no comboio final. A equipa completa-se com a experiência de Kamil Gradek e com a integração de Dunwoody, proveniente da estrutura de desenvolvimento, assegurando solidez tanto nas etapas planas como nas mais seletivas.
O diretor desportivo Michał Gołaś enquadrou assim a abordagem da formação: “Como todos os anos, o
AlUla Tour oferece oportunidades para os sprinters, e também temos duas etapas que definirão a classificação geral. Há uma nova chegada em subida, além do clássico ‘muro’ com uma chegada plana na 5ª etapa. Estas duas etapas decidirão a classificação geral“, antecipou.
A outra metade do bloco será destinada ao sprint, onde Jonathan Milan será o alvo a abater: “Para além das etapas de escalada, precisamos de ter uma equipa forte à volta dos líderes, pois esperamos ventos laterais em algumas etapas e precisamos de proteger o Afonso e o Rainer, que lutarão pela classificação geral. Para as etapas de sprint, temos o Phil e uma equipa sólida para o ajudar: Alessandro Borgo, que venceu na semana passada; Kamil Gradek, que traz uma grande experiência; e Daniel Skerl, que será o último homem para o Phil. Penso que estamos numa boa posição. apoiá-lo, mas o nosso principal líder é o Afonso”.
Também
Afonso Eulálio relativizou o estatuto de co-líder, preferindo valorizar a força coletiva do conjunto:
“Temos o Phil para lutar pelas vitórias nas etapas rápidas, juntamente com o Daniel Skerl, que também é muito rápido, por isso vamos tentar vencer uma das etapas de sprint. Para a classificação geral, temos o
Rainer Kepplinger, que lutou pelo pódio no ano passado, e espero também estar com as pernas boas para estar na disputa“.
Relativamente ao percurso, para o figueirense é muito fácil de explicar, “Quanto à corrida, é simples: maioritariamente plana e em boas estradas. Há duas etapas mais duras com pequenas subidas onde teremos de ser fortes, mas o aspeto mais perigoso da corrida é o vento imprevisível que pode criar cortes”.