A ciclista da
Lidl-Trek Amanda Spratt anunciou que se irá retirar do pelotão profissional no final da época de 2026, encerrando uma carreira de mais de 15 anos ao mais alto nível do ciclismo feminino.
Grandes ambições para a última temporada
Apesar de ter tornado públicos os planos de despedida, Spratt sublinhou que a motivação permanece elevada a caminho de 2026. “Continuo motivada e a treinar duro para a época de 2026. Não quero que a minha carreira se apague, quero continuar a dar tudo”, declarou num
comunicado oficial partilhado pela Lidl-Trek.
“Continuo muito motivada e ainda adoro o que faço, por isso quero sair em alta. Claro que adorava ganhar uma corrida, não o faço há muito tempo [2ª etapa do
Tour Down Under 2020], mas, acima de tudo, ao longo do próximo ano, gostaria de ser uma elemento realmente valorizada na equipa e contribuir para grandes resultados das minhas colegas”.
Destacou também o entusiasmo com o rumo da sua equipa atual. “Acho que construímos um grupo entusiasmante e temos uma visão de curto e longo prazo muito boa, algo que me entusiasma mesmo”.
Spratt venceu o Campeonato do Mundo de Contrarrelógio por Equipas no Ruanda
Espera-se que Spratt inicie a sua última temporada no pelotão a 17 de janeiro, no
Tour Down Under Feminino, a corrida da sua terra, enquanto o restante programa para 2026 ainda não está definido.
Explicando a decisão de anunciar a reforma com tanta antecedência, Spratt afirmou: “Para ser honesta, não é nada claro se houve um momento em particular em que pensei que já não queria fazer isto, porque na verdade é o contrário”.
“Ainda adoro correr e adoro treinar, gosto do processo de trabalhar em objetivos e de treinar para esses objetivos. Adoro correr com as minhas colegas, estar com elas, mas já faço isto há mais de 20 anos, a viver no estrangeiro como profissional, e agrada-me a ideia de poder terminar nos meus termos e escolher onde fica a minha linha de meta”.
Acrescentou que partilhar publicamente a sua última temporada era muito importante para si. “Quero anunciá-lo já porque acho que vai ser especial partilhar a minha última época com tantas pessoas que me apoiaram, de perto e de longe, em vez de chegar ao fim, dizer que vou parar e talvez já não ter a oportunidade de o partilhar com tanta gente”.
Testemunha de três gerações de evolução
Ao refletir sobre a longevidade da carreira, Spratt apontou a evolução do ciclismo feminino durante o seu tempo no pelotão. “Acho que isso é algo por que estou muito grata na minha carreira, a longevidade que tive. Estou na Europa desde os 17, 18 anos e no circuito há mais de 20 anos”.
“Se olhar para o desenvolvimento global da modalidade, quase cruzei, penso eu, três gerações, e tenho colegas de 18 anos que me ensinam coisas, ao mesmo tempo que eu lhes ensino outras. Fazer parte da evolução e do desenvolvimento do desporto é algo muito especial e de que me orgulho”.
Spratt destacou também a paixão que sustentou a carreira desde os primeiros anos. “Acho que nos primeiros anos em que competi nem ganhava dinheiro. Fazia-o puramente por amor ao desporto, e isso ajudou-me a ficar no ciclismo durante tanto tempo”.
“Adoro falar sobre o ciclismo. Adoro as pessoas, a tática, a corrida, o treino, como já disse. Portanto, isso é algo de que também me orgulho”, concluiu.