A maior estrela do Equador,
Richard Carapaz, está de volta à bicicleta após uma primavera complicada. O corredor de 32 anos mostrou bom nível ao terminar em 18º no Tirreno-Adriatico e em 10º na geral da Volta à Catalunha com mira na Volta a Itália, mas foi afastado da corrida por um problema de saúde que exigiu cirurgia.
O líder da
EF Education-EasyPost tinha estruturado a primeira metade da temporada em torno do regresso ao Grande Tour italiano, prova que marcou grande parte da sua carreira: vencedor da geral em 2019, segundo em 2022 e terceiro no ano passado. Porém, o ataque à 109ª edição terminou antes de começar, após ser operado em 29/4 para remover um quisto perineal.
Embora inicialmente esperasse recuperar a tempo de alinhar à partida, a ferida não cicatrizou com rapidez suficiente para um regresso pleno aos treinos. No fim,
a formação norte-americana confirmou a sua ausência, um revés que o próprio definiu como “uma desilusão completa”.
Richard Carapaz claims his super-combativity award
Após 24 dias sem estrada e sem treinar, o corredor está agora autorizado a trabalhar normalmente. Com a época redefinida, o foco vira-se em definitivo para a
Volta a França, que arranca em Barcelona neste verão.
Embora o programa competitivo ainda não esteja oficializado,
segundo o Domestique, tudo aponta para um regresso ao pelotão em junho. A Volta à Suiça, reduzida este ano a apenas cinco etapas, surge como opção provável. Aí, Carapaz poderá medir-se com alguns dos maiores nomes do pelotão, incluindo Tadej Pogacar.
Em simultâneo, a Route d’Occitanie (2.1) é outra possibilidade para recuperar ritmo competitivo, com as suas etapas tradicionalmente exigentes.
Foco total no plano B
Apesar do contratempo, o regresso à Volta a França parece uma alternativa viável aos planos originais de Carapaz. Afinal, o equatoriano brilhou há dois anos: venceu uma etapa, conquistou a classificação da montanha, foi o mais combativo e vestiu a camisola amarela por um dia.