“Tem de aproveitar a oportunidade quando o percurso lhe convém”: Anna Van der Breggen aponta à camisola arco-íris em Montreal

Ciclismo
domingo, 11 janeiro 2026 a 23:00
Eindpodium WaalsePijl2020
Após quatro anos de pausa, período em que trabalhou como diretora desportiva na SD Worx-Protime, Anna van der Breggen regressou ao pelotão na última época. Agora, com essa fase de readaptação superada, a icónica neerlandesa entra em 2026 com confiança renovada e um aviso claro às rivais: está de volta ao melhor nível.

Grandes ambições para 2026

Van der Breggen pôde comprovar em primeira mão como o nível do pelotão feminino continuou a subir durante a sua ausência. “O nível, de facto, subiu bastante, mas já o tinha visto do carro da equipa. Portanto, esperava-o. E este ano dará mais um passo”, disse à Sporza.
Sente-se melhor preparada para a nova época do que em 2025. “No ano passado era um pouco para ver como corria e se conseguia seguir. Correu muito bem. Agora noto que a resistência e a intensidade voltaram. E já sei o que esperar, por isso começo a temporada de forma muito diferente em relação ao ano passado. Agora é ver se consigo fazer ainda melhor”.
O programa mantém-se, em traços gerais, inalterado, embora arranque mais cedo. “O meu programa é mais ou menos o mesmo do ano passado, só que agora começo um pouco mais cedo, no UAE Tour. Depois faço as clássicas das Ardenas, com a Strade Bianche e o Trofeo Alfredo Binda também incluídos. Essas clássicas da primavera são os meus primeiros grandes objetivos”.
Anna van der Breggen vence a etapa 4 da Vuelta a España Femenina em 2025
Van der Breggen venceu a etapa 4 da Volta a Espanha Feminina em 2025
A Volta a França é outro alvo óbvio, ainda que não esteja tão no topo da lista como se poderia pensar. “É um sonho vencer o Tour? Não propriamente, mas claro que queremos sempre estar bem lá. Também para as mulheres, a Volta a França é um objetivo principal”.
O Campeonato do Mundo tem um significado muito especial para si. “Vejo sempre o Mundial como um ponto alto da época. Andar com a camisola arco-íris foi uma das melhores experiências que tive no ciclismo”. Está particularmente otimista quanto ao percurso de 2026, no Canadá. “É um percurso lindíssimo, sim. Não se tem algo assim todos os anos. Sempre disse, num Mundial: tens de aproveitar quando o traçado te favorece. Por isso, estou muito contente com o percurso deste ano”.

Sem rivalidades internas

A Team SD Worx - Protime apresenta-se novamente como uma das formações mais fortes do pelotão, com ciclistas como Lotte Kopecky, Lorena Wiebes e a própria Van der Breggen. “Prefiro que as minhas colegas estejam o mais fortes possível”, sinalizou. “Isso também torna as coisas mais divertidas e fáceis para mim. Nunca o senti como competição interna. Espero é que todas possamos dar passos em frente”.
Van der Breggen destacou ainda o impacto das novas contratações. “Temos boas adições à equipa, como Nienke Vinke e Valentina Cavallar. Estou muito feliz com isso. Aqui têm espaço para evoluir gradualmente. Não se espera que estejam logo na frente, mas que andem forte, isso já senti”.
Por fim, apontou a contínua evolução das ciclistas com passado no ciclocrosse, como Blanka Vas e Marie Schreiber. “A Blanka já está connosco há alguns anos. Que é um grande talento, já o mostrou. Se estiver focada, pode vencer corridas importantes. É um enorme talento. A Marie está ainda mais focada no cross por agora, mas quando começar a correr mais na estrada, também é uma ciclista que pode ganhar. Ainda está a descobrir tudo”.
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