Apesar de não se encontrar em risco iminente de despromoção, a Cofidis tem consciência de que a permanência no WorldTour não está garantida. O alerta já está lançado dentro da estrutura liderada por Cédric Vasseur, e os principais ciclistas da equipa, como Bryan Coquard, estão a dar tudo - mesmo nas chegadas menos mediáticas - para somar pontos cruciais no ranking UCI.
"Tenho a impressão de que estamos num bom ritmo. Já conseguimos quatro vitórias, o que é encorajador", afirmou Coquard ao Cyclism'Actu. "Estamos todos muito conscientes da ameaça de despromoção no final do ano. A luta pelos pontos está em curso e sinto que estamos numa boa dinâmica. Não ganhamos todos os fins de semana, mas temos sido consistentes e os resultados estão a aparecer".
A equipa francesa ocupa atualmente o 17.º lugar do ranking UCI, uma posição ainda segura, mas com Astana Qazaqstan Team e Uno-X Mobility a registarem um bom arranque de temporada em 2025, a margem de segurança está a diminuir.
Para Coquard, a situação é clara: a luta pela manutenção é uma realidade que molda a forma como a equipa aborda cada corrida:
"Tem um impacto evidente. Influencia diretamente o meu trabalho. As 12 primeiras equipas não se preocupam muito, mas para quem está na parte inferior da tabela - e para as ProTeams mais fortes - é um fator estratégico. Marca o ritmo dos nossos fins de semana, das nossas decisões em corrida".
Com um patrocinador sólido e de longa data, a Cofidis dificilmente ficaria fora da Volta a França mesmo que descesse ao escalão ProTeam. Ainda assim, a ambição passa por manter o estatuto WorldTour, sem depender de convites.
"Sabemos que temos um patrocinador que está no ciclismo há muito tempo e que vai continuar. Mas eles querem que a equipa esteja no WorldTour e que tenha acesso direto ao melhor calendário - e isso significa não depender de wild cards", sublinha Coquard.
Recentemente, o jornal L’Équipe publicou uma reportagem crítica em relação a Cédric Vasseur, mas Coquard revelou que a situação foi resolvida de forma positiva.
"Tivemos uma boa conversa em novembro. Foi uma das primeiras vezes na minha carreira em que a direção — tanto os diretores desportivos como o Cédric — pediram desculpa. Houve pequenos desentendimentos, nada de grave, apenas coisas não ditas. Fiquei satisfeito com a abertura e, desde então, tenho dado tudo pela equipa".
Com um calendário exigente e uma luta constante por pontos, a Cofidis aposta na união interna e na consistência dos seus líderes para garantir que a permanência no pelotão de elite se torne uma realidade em 2026.