C.D. Feirense abre investigação interna após suspensão da equipa de ciclismo

Ciclismo
sábado, 14 março 2026 a 11:25
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Clube de Santa Maria da Feira quer apurar responsabilidades depois de três casos no passaporte biológico levarem à suspensão de 22 dias da equipa Feirense-Beeceler.
O Clube Desportivo Feirense anunciou a abertura imediata de um processo interno de averiguação na sequência da suspensão aplicada à equipa de ciclismo Feirense-Beeceler, sancionada por 22 dias depois de terem sido registadas três anomalias no passaporte biológico de ciclistas num período de 12 meses.
A direção garante que irá apurar todos os factos e admite mesmo a possibilidade de encerrar a modalidade caso se confirmem infrações deliberadas às regras antidopagem.
O emblema de Santa Maria da Feira sublinha que dois dos ciclistas envolvidos já não pertencem à estrutura há vários anos e assegura que nunca recebeu qualquer alerta prévio sobre irregularidades.
Ainda assim, o clube promete total rigor na análise da situação e afirma que não permitirá que a sua reputação seja colocada em causa.
Em comunicado oficial, o Feirense distancia-se de forma clara de qualquer prática ilegal no desporto.
O clube reafirma que não aceita qualquer ligação ao dopagem e considera que esse tipo de comportamento é incompatível com os princípios que orientam a instituição. Na mesma nota, a direção garante que não existirá tolerância perante eventuais violações das regras.
A suspensão foi determinada pela Agência Internacional de Testes (ITA) e resulta de três processos distintos relacionados com alterações detetadas no passaporte biológico de antigos ciclistas da equipa entre 2022 e 2023.
Os nomes associados aos casos são Venceslau Fernandes, António Carvalho e o norte-americano Barry Miller.
Segundo o Feirense, o objetivo da investigação interna passa por esclarecer o que aconteceu e definir eventuais responsabilidades individuais, mantendo ao mesmo tempo confiança na estrutura profissional que orienta a equipa.
Ainda assim, a direção deixa claro que a imagem do clube está acima de qualquer resultado desportivo e que não hesitará em agir judicialmente caso seja necessário proteger o bom nome da instituição.
De acordo com a informação divulgada pela ITA, os processos tiveram origem em notificações feitas em momentos distintos. Venceslau Fernandes foi informado pela Autoridade Antidopagem de Portugal em novembro de 2024, por irregularidades que remontam a julho de 2022.
António Carvalho recebeu notificação da União Ciclista Internacional em novembro de 2025, depois de terem sido detetadas anomalias em fevereiro de 2023. Já o caso de Barry Miller foi comunicado em setembro de 2025 e continua ainda em análise.
Recorde-se que Venceslau Fernandes cumpre atualmente uma suspensão de seis anos, válida até novembro de 2030, enquanto António Carvalho, que por duas vezes terminou a Volta a Portugal no terceiro lugar, está afastado da competição por quatro anos, até novembro de 2029.
O clube feirense faz questão de salientar que dois dos ciclistas envolvidos já não integravam a equipa há vários anos, referindo-se aos casos de Fernandes e Miller, que representaram o Feirense até 2022 e 2023, respetivamente. A direção acrescenta que nunca foi informada previamente de qualquer irregularidade relacionada com esses atletas.
No final do comunicado, o Feirense reforça que a sua posição será sempre guiada pelos valores que marcaram a história do clube ao longo de mais de um século. A direção recorda que a instituição conta com 108 anos de existência e mais de mil atletas distribuídos por várias modalidades, garantindo que princípios como ética, responsabilidade e respeito pelo desporto continuam a ser inegociáveis em todas as decisões.
Foto: João Fonseca
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