“É a sua arma suprema…” - Dylan van Baarle sobre o que torna Mathieu van der Poel um dos mais fortes do pelotão

Ciclismo
segunda-feira, 09 março 2026 a 18:00
mathieuvanderpoel
Mathieu van der Poel é um corredor fisiologicamente dotado, mas a sua capacidade técnica na bicicleta é, talvez, o que mais o distingue nos dias mais difíceis do ano. Essa é a constatação do seu compatriota e especialista das clássicas Dylan van Baarle, que muitas vezes vê o corredor da Alpecin-Premier Tech movimentar-se no pelotão nos momentos mais tensos das corridas.
Os dois alinharam juntos na Omloop het Nieuwsblad, uma corrida marcada por quedas e caos, algo a que van der Poel pareceu imune. "Tudo começou bastante calmo e tranquilo no 't Kuipke [velódromo], onde obviamente não sentes o vento. Após um quilómetro, sentimos logo o vento e, a partir daí, toda a gente ficou em alerta. Foi caos completo do início ao fim", disse van Baarle no podcast In Koers.
"Isso torna ainda mais notável a forma como o Mathieu o consegue fazer, vez após vez. Estar sempre no sítio certo nessas estradas, quase sempre a impor ele próprio o ritmo. É incrivelmente especial o que ele faz. Mas, quando és tu a ir atrás do ritmo, tiras menos gozo disso do que ele, penso eu".
A sua técnica voltou a evidenciar-se no momento em que evitou Rick Pluimers, da Tudor, que caiu na subida onde Florian Vermeersch desferiu o ataque decisivo. Esse é um dos lances que ilustram a mestria técnica do neerlandês.
Mas, para lá de evitar quedas, é algo que van der Poel usa para poupar energia ao longo das corridas. "Acho que ele é tecnicamente um dos melhores do pelotão, se não o melhor. Mesmo sem pedalar, consegue manobrar pelo pelotão. Poucos conseguem isso; é a sua arma suprema, que lhe permite estar nas posições certas."

Van Baarle já andou em Roubaix

O próprio van Baarle sofreu na Omloop, sem encontrar as melhores pernas ou o ritmo num ambiente caótico; porém, na Kuurne - Brussels - Kuurne atacou várias vezes e deixou sinais promissores. Após a mudança para a Soudal -Quick-Step, depois de três anos na Visma, regressou a um calendário de maior volume, que acredita poder trazer ao de cima o seu melhor nível.
"Isso resultou no domingo (em Kuurne), mais tarde na corrida. Dá-me muita confiança, pelo menos sei que as pernas estão bem. Especialmente depois do dia anterior, em que recuperei bem e consegui lançar um ataque. Dá-me muita confiança para o resto das clássicas."
Van Baarle aponta à Volta à Flandres e a Paris-Roubaix, esta última a maior vitória da sua carreira, em 2022. Já realizou testes de material nos setores de empedrado do norte de França recentemente, algo para o qual está a trabalhar.
"Ainda tenho bolhas fortes na mão direita por causa disso. Não foi reconhecimento, foi mais teste de equipamento. Em Roubaix, no empedrado, é tudo novo para mim, por isso é mesmo muito importante fazê-lo."
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