Egan Bernal enfrentou a sua primeira grande batalha em alta montanha numa Grande Volta esta época. A etapa ficou marcada por grandes diferenças entre os candidatos ao título e o corredor da Netcompany INEOS não teve vida fácil na ascensão ao Blockhaus da Volta à Itália.
Jonas Vingegaard apresentou-se num nível inatacável, cavando um fosso profundo na geral ao distanciar largamente os rivais diretos. Uma das vítimas deste primeiro teste em escalada foi o colombiano Egan Bernal, líder da Ineos até ao Blockhaus. Perdeu o contacto com o grupo cedo, juntamente com Enric Mas, embora tenha cedido menos tempo.
Bernal acabaria por regressar ao grupo da camisola rosa Afonso Eulálio, onde terminaria - 21º no dia, a 2:57 minutos.
O vento, um rival inesperado no Blockhaus
Apesar do pesado prejuízo nas rampas mais íngremes, o corredor falou aos media com um tom calmo e analítico, reconhecendo as dificuldades num traçado exigente que não deu tréguas desde a partida.
O líder da equipa britânica falou abertamente ao Cycling Pro Net sobre como sentiu a subida: “Bem, acho que não foi o meu melhor dia, a partida foi super rápida e tentei gerir o esforço. Fiquei sozinho muito cedo e estava muito vento, por isso creio que perdi bastante tempo aí. Não consegui beneficiar de resguardo, mas, bem, acho que o tempo acabou por não ser mau mais à frente, e isso é o mais importante”.
O corredor da Netcompany INEOS Cycling Team admitiu que o arranque veloz e o forte vento de frente cobraram um preço muito cedo na subida final, obrigando-o a rolar completamente sozinho durante muitos quilómetros.
Melhor do que na 4ª etapa
Ao avaliar o seu desempenho, Bernal detalhou os fatores táticos e meteorológicos que estiveram na origem da perda de tempo num dia em que a gestão de energia foi vital para sobreviver na estrada.
Longe de se afundar com os minutos cedidos ao ataque do rival, o corredor da Ineos deixou uma mensagem de serenidade sobre a sua condição atual, soando otimista para as próximas etapas.
Questionado sobre o desgaste de tamanha intensidade, foi taxativo: “Não, estou bem, mesmo bem, normal, não estou completamente vazio. Melhores sensações do que nos dias anteriores, por isso acho que estamos a melhorar dia após dia”.
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Miguel é licenciado em Ciência e Tecnologia Animal e está atualmente a concluir um mestrado em Engenharia Zootécnica. A sua formação académica em metodologia científica e análise crítica influencia uma abordagem estruturada e baseada em evidências ao jornalismo desportivo, com forte ênfase na verificação de fontes e precisão factual.
O seu envolvimento com o ciclismo começou em 2014, durante a vitória de Vincenzo Nibali no Tour de France, o que despertou um interesse sustentado e profundo pelo desporto. Desde então, tem acompanhado de perto a evolução das equipas, dos ciclistas e dos desenvolvimentos táticos nas competições do WorldTour e de nível de desenvolvimento, construindo uma experiência consistente na dinâmica do ciclismo profissional moderno.
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