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Bahrain - Victorious voltou a ficar às portas do triunfo no
AlUla Tour, desta vez na terceira etapa, com
Afonso Eulálio a garantir a segunda posição depois de um final intenso na montanha.
O dia apresentou a tirada mais curta da edição de 2026, com 142,1 quilómetros entre Winter Park e o alto do Monte Bir Jaydah Wirkah, palco da primeira e única chegada em alto da corrida. A jornada começou de forma relativamente tranquila, com uma escapada de reduzida dimensão a ser sempre mantida sob controlo. O grupo principal, comandado sobretudo pela UAE Team Emirates - XRG, foi aumentando progressivamente a velocidade, especialmente nos derradeiros 30 quilómetros.
Antes da subida decisiva, a luta pelo posicionamento assumiu grande importância. A formação do Bahrein esteve particularmente ativa, colocando Eulálio nas posições da frente para abordar a montanha nas melhores condições.
Já na encosta final, Jan Christen lançou um ataque contundente a cerca de três quilómetros do fim, conseguindo abrir uma diferença curta, mas significativa. O suíço resistiu até perto da flamme rouge, altura em que foi alcançado pelo grupo dos principais candidatos à vitória.
Foi então que
Afonso Eulálio passou à ofensiva. O português alcançou Christen e chegou mesmo a distanciar-se, dando a sensação de que poderia segurar o triunfo. Pouco depois, Yannis Voisard e Sergio Higuita juntaram-se à frente da corrida. O colombiano tentou resolver com uma aceleração seca, prontamente neutralizada por Eulálio.
Eulálio no final da etapa
Nos metros finais, Voisard revelou ter ainda mais reserva física e ultrapassou o corredor figueirense já muito perto da linha de chegada. O suíço venceu, Eulálio foi segundo e Higuita terceiro, todos com o mesmo tempo, mas com seis segundos de vantagem sobre os restantes favoritos.
Este resultado permite a
Afonso Eulálio assumir a liderança da classificação da juventude e manter-se totalmente integrado na luta pela geral, agora a apenas quatro segundos do primeiro classificado. A
Bahrain - Victorious soma assim mais um pódio e reforça a confiança para as etapas que se seguem.
Após a meta, o ciclista português não escondeu as emoções mistas,
em declarações à sua equipa: “No final, estou feliz e triste… por mim e pela equipa. Penso que começámos bem esta prova, lutámos bastante. A equipa fez um trabalho incrível por mim, acreditaram em mim. Nos últimos dois dias foi super difícil com o vento e pedalámos forte na frente. Tenho de agradecer à equipa por acreditar em mim”.
Sobre a liderança na classificação de jovens, acrescentou: “Estou um pouco mais feliz pela camisola branca, mas perdemos a vitória e vamos continuar a lutar pela classificação geral”.