Peter Sagan definiu uma era do ciclismo. Com 121 vitórias na carreira, incluindo a
Volta à Flandres,
Paris-Roubaix, um recorde de sete Camisolas Verdes na
Volta a França e três títulos mundiais consecutivos sem precedentes (2015-2017), entre muitas outras,
ele é realeza na modalidade. Ainda assim, a sua relação com os Jogos Olímpicos, como atleta, foi complicada. Participou duas vezes, mas nunca terminou dentro do top-10.
Agora, já reformado e descontraído (pôs fim à carreira em junho de 2024, depois de cumprir meia época pela equipa continental Pierre Baguette Cycling), está finalmente a viver o lado dos Jogos que lhe faltou como competidor. Sagan foi a Milão para experienciar os Jogos Olímpicos de Inverno, que decorrem atualmente na cidade italiana.
“Nunca tinha conseguido participar na cerimónia de abertura, porque calhava sempre na véspera ou perto das minhas corridas”, explicou Sagan, em Milão, em declarações recolhidas pela
La Gazzetta dello Sport.
Sagan, Démare e Ballerini na Volta a Itália 2020
“Desta vez estive em San Siro e emocionei-me, fiquei com pele de galinha”, admitiu. “Em particular, quando Andrea Bocelli cantou. E também ao ver Alberto Tomba acender a pira…”
Raízes de inverno e sem arrependimentos
Não é segredo que Sagan se aventurou nos desportos de inverno em criança antes de se dedicar plenamente à bicicleta, o que torna natural a sua presença nos Jogos de Inverno. “Os Jogos são a maior festa”, disse. Quanto às perspetivas do seu país, o olhar vai para as pistas. “Para nós, na Eslováquia, espero que a Petra Vlhová possa competir no esqui alpino e dar-nos orgulho, veremos”.
Quanto à sua vida após o pelotão, Sagan garante estar em paz com a decisão de pendurar a bicicleta. “Tenho muitos compromissos com patrocinadores agora”, referiu. “Ando de bicicleta quando posso e não tenho arrependimentos, parei de competir no momento certo”.