Victor Campenaerts afirmou que, mesmo dentro da
Team Visma | Lease a Bike, a dimensão da
exibição de Jonas Vingegaard na 5ª etapa do Paris-Nice deixou os corredores impressionados, depois de o dinamarquês, líder da corrida, ter desfeito o pelotão com um ataque demolidor de longo alcance.
Vingegaard acelerou nas rampas íngremes da Côte de Saint-Jean-de-Muzols, a cerca de vinte quilómetros da meta, e distanciou rapidamente os restantes candidatos antes de seguir sozinho até ao final.
Campenaerts, que integrara a fuga do dia antes de recuar para apoiar o camisola amarela, disse que, no momento em que o ataque resultou, tudo ficou claro.
“Foi bastante entusiasmante seguir pelo rádio”,
explicou Campenaerts depois, em conversa com a Cycling Pro Net. “Os corredores mantiveram-se por perto durante algum tempo, mas depois o Jonas simplesmente arrasou toda a gente”.
Plano da Visma centrado na subida íngreme
O belga esteve diretamente envolvido na preparação tática do movimento que decidiu a etapa. Campenaerts seguiu inicialmente um contra-ataque do pelotão para cobrir uma ação perigosa durante a formação da fuga. “Antes de mais, foi um início muito duro”, sublinhou Campenaerts. “Logo de início, o Edoardo Affini impôs um ritmo muito alto, mantendo uma fuga muito forte ao alcance”.
Mais tarde, corredores da Movistar fizeram a ponte para a movimentação, obrigando a Visma a reagir de novo. “Também foi perigoso porque elementos da Movistar saltaram para a frente. Tentei cobrir esse movimento para poder poupar as pernas”.
A partir daí, a estratégia da equipa ficou evidente quando a corrida se aproximou da subida mais dura no final. “Depois, o plano passava mesmo por ir naquela subida muito íngreme e tentar agarrar toda a gente pela garganta”.
Sinais já visíveis no inverno
Embora a exibição parecesse brutal do exterior, Campenaerts sugeriu que os sinais eram visíveis dentro da equipa muito antes do início da corrida.
Segundo o belga, Vingegaard já mostrara grande afinação durante a preparação de inverno e chegou ao
Paris-Nice com intenções claras. “Ele tem estado muito descontraído desde o estágio de dezembro e sentia-se claramente pronto”, disse Campenaerts. “Quando viemos para o Paris-Nice não foi apenas para fazer quilómetros de corrida. Viemos para aqui para partir isto tudo”.
Força da Visma atrás da camisola amarela
O ataque de Vingegaard acabou por deixar os restantes candidatos à geral espalhados por vários grupos perseguidores, enquanto seguia sozinho rumo à meta.
Para Campenaerts, a etapa refletiu também a força da equipa em torno do líder dinamarquês. “Ele está em forma excecional e é muito agradável correr desta maneira”, disse. “Acho que, como equipa, estivemos extremamente fortes hoje”.
O resultado não só entregou a Vingegaard mais uma vitória de etapa no Paris-Nice como reforçou a impressão de que o bicampeão da Volta a França chegou à corrida em condição formidável neste arranque de época.