A ambição não se esconde na Decathlon CMA CGM Team. Com uma nova estrutura de sprint a ganhar forma e um objetivo claro para a
Volta a França já definido,
Mark Renshaw delineou um programa focado em vencer ao mais alto nível, e não apenas em marcar presença.
Em declarações recolhidas pela IDL Pro Cycling, Renshaw foi explícito sobre porque se juntou à equipa francesa do WorldTour e qual será a bitola do sucesso.
“Creio que o meu papel aqui está bem documentado: vou, sobretudo, fazer o programa com o
Olav Kooij, e o objetivo é vencer na
Volta a França e procurar a camisola verde”.
Um projeto de sprint feito para ganhar
A chegada de Renshaw à Decathlon marca uma mudança significativa de ênfase na equipa. Em vez de mirar a consistência ou pequenos passos, o foco está firmemente nas vitórias, ponto que sublinhou ao explicar o que o atraiu para a função.
Renshaw integrou a XDS Astana antes de ingressar na Decathlon
“O principal foi a possibilidade de trabalhar com sprinters puros, de alta classe e renome mundial”, declarou, referindo-se à profundidade agora existente no plantel. “A oportunidade de trabalhar com estes ciclistas e não procurar top-5 ou top-10, mas sim a vitória”.
Esse mindset vem acompanhado da aceitação da pressão inerente às ambições de sprint ao mais alto nível. “É obviamente mais pressão, mas eu adoro… Costumo dizer que há um ditado: a pressão faz diamantes, e eu adoro isso”.
A expectativa não é tratada como um fardo, mas como parte necessária de competir no topo da modalidade.
Construir coesão antes dos resultados
Apesar da objetividade no objetivo a longo prazo na Volta, Renshaw fez questão de enquadrar o início de época como um processo, não um produto acabado. Sublinhou que a tarefa imediata não é dominar, mas criar coesão.
“Eles são ciclistas muito bons”, avaliou sobre o bloco de sprint. “Agora temos de os juntar, criar uma cultura, confiança, e dar a cada um experiência a correr em conjunto, para extrair o máximo potencial de cada ciclista”.
Comunicação e familiaridade são temas centrais nessa abordagem. “Como lá chegamos vai ser um processo de aprendizagem na primeira parte do ano, e de melhorar a comunicação e a confiança entre todos”.
A mensagem é de paciência na execução, mas não na ambição.
Realismo na Volta a França e a equação da camisola verde
Ao olhar para a
Volta a França, Renshaw evitou prometer em excesso, sem deixar de vincar a crença no que é possível. “Realisticamente podem ser seis, podem ser sete oportunidades”, disse sobre as chegadas ao sprint, antes de afinar o número. “Jogando pelos números, provavelmente cinco sprints puros na Volta. Sprints puros significando que não há qualquer percalço durante a etapa”.
Essa avaliação liga-se diretamente à discussão sobre a camisola verde, um objetivo cada vez mais complexo nas últimas edições. Renshaw apontou mudanças na colocação das metas intermédias e na pontuação, reconhecendo a influência de todo-terrenos como Tadej Pogacar na luta. “Olhando para a localização dos sprints-bónus, um por dia, deverá inclinar um pouco mais a favor de um sprinter puro”, afirmou. “Mas a consistência é a chave”.
É uma visão medida, ancorada na matemática e na dinâmica de corrida, não na retórica.