“O Vingegaard está muito forte, mas a corrida está aberta para todos” - Egan Bernal não descarta qualquer cenário na Volta a Itália

Ciclismo
terça-feira, 12 maio 2026 a 13:00
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Cinco anos após conquistar a Volta a Itália e ultrapassar um dos episódios mais duros da carreira, Egan Bernal está de volta entre os protagonistas da Corsa Rosa. O colombiano, que venceu a corrida em 2021 antes do grave acidente que chegou a pôr em causa o seu futuro no ciclismo, abriu esta edição com sinais muito positivos e é segundo da geral graças às bonificações.
Numa prova que muitos consideram sob o controlo do grande favorito, Jonas Vingegaard, Bernal prefere manter a calma e olhar para o Giro de forma diferente face a anos anteriores: ambicioso, sim, mas também com uma renovada capacidade de o desfrutar.
“Estou motivado. O Giro, todos sabemos, é uma corrida muito bonita, sobretudo quando falamos de Grandes Voltas”, disse o líder colombiano ao Marca, deixando claro que o vínculo com a prova italiana continua especial.
Para lá dos resultados, Bernal parece ter recuperado algo ainda mais importante, a forma de outros tempos. “Pensando agora, sinto que tenho um pouco mais nas pernas, por isso posso desfrutar um pouco mais. Estou em boa condição”, explicou, transmitindo confiança após um longo processo de reconstrução.
Apesar do bom arranque e do regresso do seu nome à lista dos lugares de honra, Bernal desvaloriza rótulos. Questionado sobre o estatuto entre os favoritos, respondeu de forma simples: “Não me importa muito”.
Egan Bernal no Giro d'Italia de 2026
Egan Bernal no Giro 2026

Bernal confia na experiência para “desfrutar” do Giro

A sua visão do Giro é moldada pela experiência. “No fim, não importa como começa, mas como termina. Não são os favoritos no início, é como fica a classificação geral no último dia. Podem rotular-te como favorito e afinal não estás bem, ou o contrário”, refletiu.
Embora a preparação não tenha sido particularmente rica em dias de competição, o colombiano garante que chega com boas sensações: “Não corri muito e, nas poucas corridas que fiz, senti-me bem”.
Longe de se fixar na obsessão de voltar ao pódio de uma Grande Volta, Bernal sublinha que as prioridades mudaram após o acidente que redefiniu a carreira e o olhar sobre o ciclismo.
“Não quero pensar no pódio”, indicou Bernal. “Quero apenas desfrutar, porque uma coisa leva à outra. Não excluo nada. Desde que aquilo aconteceu, penso apenas em desfrutar e melhorar. O Vingegaard está muito forte aqui, mas a corrida está aberta para todos”.
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