“A forma está boa” - Jonas Vingegaard mantém a calma na Volta a Itália, depois de perder um gregário de montanha‐chave

Ciclismo
terça-feira, 12 maio 2026 a 14:00
Jonas Vingegaard
Jonas Vingegaard garantiu que a sua condição para a Volta a Itália está exatamente onde precisa de estar, mesmo quando a Team Visma | Lease a Bike continua a contabilizar os custos da queda brutal da 2ª etapa, que já remodelou a primeira semana da corrida.
O dinamarquês superou a Grande Partenza na Bulgária sem perder tempo e mostrou a sua primeira aceleração séria da prova na subida para o Mosteiro de Lyaskovets, onde se destacou por instantes com Giulio Pellizzari e Lennert Van Eetvelt. A movimentação não rendeu etapa nem diferenças, mas confirmou que Vingegaard chegou ao Giro com pernas afiadas.
Em declarações à Cycling Pro Net antes da 4ª etapa, Vingegaard deixou claro que a sua confiança não foi abalada.
“Estou muito satisfeito com a forma como tudo está a correr”, disse. “A forma é boa e já mostrei bons números ali, por isso estou contente com o rumo das coisas e ansioso pelas etapas que aí vêm”.

Vingegaard mantém a calma apesar do revés da Visma

A mensagem surgiu no dia em que a Visma teve de partir sem Wilco Kelderman, afastado devido aos efeitos persistentes da queda da 2ª etapa. Para Vingegaard, perder tão cedo no Giro um gregário-chave para a montanha está longe de ser ideal, sobretudo com a corrida ainda à espera do primeiro verdadeiro teste em alta montanha.
Kelderman integrava a estrutura de apoio ao dinamarquês nas próximas jornadas italianas, onde colocação, experiência e profundidade na escalada ganharão peso. A sua retirada deixa a Visma com menos uma opção em torno de Vingegaard, num momento em que várias equipas rivais já foram obrigadas a redesenhar planos.
Vingegaard, porém, soou focado no que correu bem, e não no que se perdeu. O ataque na 2ª etapa não visou apenas testar o pelotão. Voltou a enquadrá-lo como uma ação de segurança, desenhada para reduzir a exposição antes de uma descida difícil e um final técnico.
“Claro que teria sido bom ganhar algum tempo”, afirmou. “Mas, por outro lado, foi também para jogar de forma um pouco mais segura, ter um grupo menor a entrar na descida, e nisso também fui bem-sucedido”.

Pouca probabilidade de movimentos na geral na 4ª etapa

Após um dia de descanso e viagem, o Giro retoma em Itália com a 4ª etapa, de Catanzaro a Cosenza. O percurso inclui subidas e uma tendência ascendente até à meta, mas Vingegaard não espera que os homens da geral a transformem num grande teste.
“Não creio que a classificação geral vá tirar proveito disso”, previu. “Acho que será mais uma etapa para a fuga ou para sprint. São essas as duas opções que vejo, ou talvez um sprint de um pelotão reduzido, mas não vejo os candidatos à geral a irem por aí hoje”.
A avaliação encaixa no tom geral do Giro de Vingegaard até agora. Tem-se mostrado atento, forte e disposto a mexer quando a situação o exige, mas a prioridade da Visma continua a ser chegar às etapas decisivas de montanha com o líder intacto.
A ausência de Kelderman é uma contrariedade precoce. A forma de Vingegaard, pelo menos, parece ser um problema que a Visma não tem neste momento.
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