Jonas Vingegaard está prestes a enfrentar a
Volta a Itália de 2026. Será a estreia da superestrela da
Team Visma | Lease a Bike na Corsa Rosa,
onde parte como principal favorito à geral. Um triunfo colocá-lo-ia no panteão do ciclismo, entre os poucos que conquistaram as três Grandes Voltas. Para isso, contará com
Victor Campenaerts, a quem atribui o papel de fiel escudeiro.
“Estou muito feliz por estar aqui, por começar o Giro. É um sonho tornado realidade”,
disse o dinamarquês ao Cycling Pro Net, deixando claro que a sua estreia na Corsa Rosa vai muito além do lado competitivo. O líder da Visma recordou os anos de infância a ver a corrida na televisão e a sua ligação especial a Itália, um país que sempre o atraiu.
Ainda assim, o peso emocional não disfarça a ambição: Vingegaard tem agora a oportunidade de completar o trio de Grandes Voltas e juntar-se a um clube histórico raro, depois de ter vencido também a Volta a Espanha no verão passado.
“Queria muito correr aqui, mas também ter agora a hipótese de vencer as três Grandes Voltas”, admitiu, deixando implícito que o objetivo final é evidente, mesmo que prefira não o dizer de forma direta.
Com vitórias confortáveis no Paris-Nice e na Volta à Catalunha, é difícil argumentar que Vingegaard poderia ter tido uma primavera melhor. Chega agora ao Giro como o homem a bater; o favorito claro à maglia rosa.
Depois da sua exibição na Volta à Catalunha, o dinamarquês garante que fez tudo para chegar no topo: “Tive uma preparação bastante boa”, explicou. Ainda assim, sabe que o Giro coloca desafios únicos, mesmo para um candidato credenciado a três semanas.
Vingegaard é o favorito… mas cauteloso
“Há muitas etapas duras e é preciso manter a concentração todos os dias”, notou, sublinhando as exigências constantes de uma corrida que não oferece tréguas. Para lá dos grandes dias de montanha, Vingegaard aponta a consistência e a acutilância diária como chaves para lutar pela vitória em Roma.
Numa guerra de desgaste como o Giro, o papel da equipa será decisivo, e aqui Vingegaard mostra-se especialmente satisfeito. Enfatizou a importância dos companheiros, sobretudo Victor Campenaerts, peça central no seu dispositivo: “É muito importante para mim. Pedi especificamente para ele estar aqui comigo”, revelou.
Para além do motor competitivo, o dinamarquês elogiou a vertente analítica de Campenaerts: “É um tipo muito inteligente, pensa em tudo de forma muito mais profunda do que outros corredores”, explicou. Admitiu até que, por vezes, é difícil acompanhar o seu ritmo mental, mas vê isso como uma mais-valia: “É bom ter alguém assim, ele empurra a equipa para novos limites”.
Embora boa parte do pelotão e dos analistas o apontem como principal candidato, Vingegaard sacode esse rótulo com naturalidade: “Não acho que seja o único favorito. Há muitos outros corredores fortes aqui”, concluiu.