A época passada começou com uma vitória na sua primeira corrida do ano e terminou com a saída da equipa que foi casa durante cinco anos. O neerlandês
Daan Hoole deixou a norte-americana Lidl-Trek para se juntar à francesa Decathlon CMA CGM.
A decisão, porém, esteve longe de ser simples.
Em declarações à DirectVelo, admitiu que passou por um longo período de reflexão antes de dar o passo final. “Duvidei da minha escolha durante muito tempo”, confessou.
“E talvez até depois de tomar a decisão, por vezes continuei a duvidar. É uma equipa realmente excelente e sentia-me muito bem lá. Tinha uma relação muito boa com toda a gente da equipa. Mas também parecia um novo passo seguir em frente. Depois de tomada a decisão, é preciso comprometer-se totalmente com ela”.
Um comboio de luxo para Olav Kooij
O que acabou por o convencer foi a sensação de crescimento estrutural e ambição dentro da formação francesa. Nas primeiras conversas, o neerlandês encontrou sinais claros de profissionalismo e desenvolvimento. “Nas conversas, mostraram que são uma equipa muito profissional. Acho que, nos últimos anos, progrediram imenso, tornando-se cada vez mais fortes”, explicou.
Daan Hoole no Paris-Roubaix 2024
Ao comparar a nova equipa com a que representou nas últimas épocas, vê paralelos evidentes no trajeto. “Acho que estão num caminho semelhante, com uma tendência claramente positiva: melhores patrocinadores, melhor orçamento e melhores corredores todos os anos. E agora faço parte disso”.
Na nova estrutura, o seu papel está bem definido, sobretudo no apoio ao velocista principal da equipa.
O neerlandês integrará o comboio de lançamento de Olav Kooij, num sistema assente na organização e na flexibilidade.
“Por ordem, serei eu, o Robbe e o Cees. Os dois podem trocar de função por vezes. Teremos de o levar o mais perto possível do quilómetro final”, detalhou, descrevendo o dispositivo pensado para sustentar as ambições ao sprint da Decathlon.
Paris-Roubaix é o grande objetivo
A época terá um ligeiro atraso para o sprinter neerlandês, afetado por um vírus que perturbou o arranque da preparação. Ainda assim, os objetivos estão bem definidos.
“O primeiro objetivo será fazer resultar o comboio de sprint. Depois, nas Clássicas, quero ir o mais longe possível para tentar conseguir resultados ou ajudar os meus colegas a consegui-los. O Paris-Roubaix será o grande alvo. A Volta a França com o Olav também será muito importante”.