Venceslau Fernandes e Rafael Silva suspensos por 6 e 4 anos

Ciclismo
quinta-feira, 22 janeiro 2026 a 9:27
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A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) aplicou uma suspensão de seis anos a Venceslau Fernandes, na sequência de irregularidades detetadas no seu passaporte biológico. Na mesma atualização disciplinar, divulgada esta quarta-feira, consta igualmente a sanção de quatro anos imposta ao antigo ciclista Rafael Silva, também por anomalias do mesmo mecanismo de controlo.
No caso de Venceslau Fernandes, a pena começou a produzir efeitos a 28 de novembro de 2025 e prolonga-se até 6 de novembro de 2030. A autoridade nacional esclarece que este período já contempla a suspensão preventiva iniciada a 7 de novembro de 2024, tempo entretanto abatido ao castigo total. O ciclista, atualmente com 29 anos, teve como principal destaque da carreira a vitória na Volta a Portugal do Futuro de 2018. O seu percurso competitivo passou pela Liberty Seguros-Carglass, pela Oliveirense e pelo Feirense, tendo alinhado pela AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense na altura em que foi afastado da competição.
Rafael Silva, por sua vez, foi sancionado com quatro anos de suspensão, igualmente relacionados com o passaporte biológico, estando impedido de competir até 4 de fevereiro de 2028. O antigo ciclista encontrava-se suspenso preventivamente desde 5 de fevereiro de 2024, período que é agora contabilizado no cumprimento da pena. Pouco antes de a decisão se tornar pública, Silva anunciou o final da carreira, a 28 de janeiro de 2024, após ter sido notificado pela ADoP.
Apesar de afirmar estar convicto da sua “absoluta inocência”, o vencedor da Volta a Portugal do Futuro de 2012 optou por não recorrer da decisão. A escolha foi justificada, na altura, tanto pela idade como pelo desejo de não causar prejuízos à sua então equipa, a Efapel Cycling. Ao longo da carreira, iniciada em 2013 na LA Alumínios-Antarte, Rafael Silva esteve maioritariamente ligado à estrutura da Efapel, atual Anicolor, somando ainda triunfos na Taça de Portugal de 2023, em etapas do Grande Prémio Jornal Notícias, do GP O Jogo e na Volta a Albergaria, em 2019, entre outros resultados.
O passaporte biológico assenta na monitorização regular de parâmetros fisiológicos, através de análises de sangue e urina, permitindo identificar de forma indireta padrões compatíveis com o recurso a substâncias ou métodos proibidos. Na lista de sanções agora publicada, a ADoP não detalha os períodos exatos em que terão ocorrido as anomalias detetadas nos perfis dos dois ciclistas. Ainda assim, quando comunicou o abandono da competição, Rafael Silva revelou que a suspensão teve origem numa amostra recolhida em 2015.
Foto: NUNO VEIGA/LUSA
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