O pelotão vai percorrer no domingo as ruas históricas de Roma na etapa final da
Volta a Itália e, salvo grande surpresa,
Jonas Vingegaard confirmará oficialmente a vitória na geral. O dinamarquês consolidou a sua supremacia na última etapa de montanha, isolando-se para o quinto triunfo desta edição nas rampas de Piancavallo.
Numa
entrevista pós-etapa, o CEO da equipa,
Richard Plugge, manifestou a sua admiração pelo desfecho da corrida. Num ponto de uma grande volta em que a fadiga costuma nivelar o pelotão, o maglia rosa pareceu imperturbável após três semanas de esforço.
“Incrível a forma como a equipa voltou a correr hoje. Ao fim de três semanas todos pagam a fatura, mas o Jonas continua a ser o mais forte. É ótimo de ver”.
A completar a coleção de grandes voltas
Ao fechar a
classificação geral em Itália, Vingegaard junta-se a um grupo extremamente restrito. Na história do ciclismo profissional, apenas outros sete corredores (Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Felice Gimondi, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome) venceram as três Grandes Voltas.
Depois dos triunfos na Volta a França em 2022 e 2023, e do título na Volta a Espanha no ano passado, completa agora a coleção de vitórias em corridas de três semanas. “Voltámos a escrever história ao vencer as três Grandes Voltas com o primeiro corredor desta era”.
Jonas Vingegaard e Victor Campenaerts na Volta a Itália 2026
Olhar virado para o verão francês
A vitória cimenta uma época já de si inesquecível para a formação neerlandesa. Embora a equipa pretenda saborear as celebrações, Plugge mantém o foco no grande objetivo do verão, quando Vingegaard terá de desafiar Tadej Pogacar na Volta a França.
“Ganhámos o Paris-Roubaix com o Wout e agora o Giro com o Jonas, e ele voltará a ser o desafiante na Volta a França, mas primeiro deixemos isto assentar. Estou muito orgulhoso da equipa”.