Antevisão da 2ª etapa do
Tour Down Under, agendada para 22/01/2026, com partida estimada às 00:50 (hora PT) e chegada às 04:20 (hora PT).
Depois do primeiro duelo ao sprint, segue-se um dia muito importante para a geral, com a subida mais difícil da semana no menu.
A 2ª etapa, rumo a Uraidla, é o primeiro teste decisivo para a classificação geral, com subida séria logo no menu. A tirada arranca a subir, à saída de Norwood, com uma ascensão de 9 quilómetros. Nesta corrida raramente vemos fugas volumosas ou arranques agressivos, mas se há dia para isso, é este.
O traçado é quebrado e, por duas vezes, o pelotão vai enfrentar a famosa ‘Corkscrew’, uma subida que pode abrir diferenças entre favoritos, antes de um final ondulante que oferece novas oportunidades para ataques fora das ascensões.
Oficialmente, a subida tem 3,6 quilómetros a 6,7%, mas na realidade é mais íngreme, com rampas muito duras onde se podem criar diferenças. O topo surge a 13 quilómetros da meta, seguindo-se ainda alguns quilómetros a ganhar altitude antes do final ondulante em Uraidla.
Os trepadores vão querer marcar diferenças na subida categorizada, a mais exigente da corrida. Deverá sair um grupo reduzido, mas, se não acontecer, os quilómetros finais podem tornar-se muito táticos, num terreno ingrato para perseguir.
2ª etapa: Norwood - Uraidla
Perfil da 2ª etapa do Tour Down Under 2026
O Tempo
Mapa da 2ª etapa do Tour Down Under 2026
O vento forte de sudeste poderia ter impacto, mas não deverá ser o caso aqui na Austrália. Em teoria, ligeiro vento de frente após a última subida, mas não deverá influenciar a corrida.
Os Favoritos
UAE - A equipa a bater, mesmo tendo em conta que é início de época e a forma é uma incógnita. Mas
Jay Vine está na Austrália há muito tempo e
Jhonatan Narváez é o campeão em título e também do hemisfério sul; ambos treinaram no calor durante o inverno e mostraram ambição clara de vencer, além de estarem bem posicionados após duas etapas. Não precisam de atacar, lideram a geral entre os candidatos com primeiro e terceiro, e se Narváez sobreviver à subida será um perigo num sprint e, sobretudo, em movimentos tardios. Jay Vine pode controlar ataques e, com dois homens após a ascensão, podem jogar a superioridade numérica.
Adam Yates também pode ser uma carta a lançar.
Jayco - Uma das equipas que tem, e pode, contrariar isso. Luke Plapp não é explosivo, terá de usar o terreno inclinado para tentar fazer diferenças, quase certo se tiver pernas. A Jayco conta ainda com Mauro Schmid, que fez um prólogo tremendo e deve ser resguardado; e Ben O'Connor, em forma, pode ser perigoso nesse final ondulante.
Homens como Santiago Buitrago, Javier Romo e Lennert van Eetvelt têm perfil para estar num grupo muito reduzido se a subida for atacada a fundo, e até o podem fazer eles próprios e devem, se tiverem pernas, para evitar inferioridades numéricas. Não sendo trepador puro, Finn Fisher-Black é outro nome a seguir; a subida não deverá ser excessiva para ele e parece muito afiado.
Do lado dos trepadores, teremos ainda Nicolas Prodhomme, Callum Scotson, Guillaume Martin, Jefferon Alveiro Cepeda, Filippo Zana e Damien Howson; entre os puncheurs, há Edoardo Zambanini, Harry Sweeny, Filippo Fiorelli, Andreas Kron, Simone Velasco e, talvez o mais perigoso, Corbin Strong.
Previsão para a 2ª etapa do Tour Down Under 2026:
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Jay Vine,
Jhonatan Narváez** Luke Plapp, Santiago Buitrago, Finn Fisher-Black, Javier Romo
* Adam Yates, Mauro Schmid, Ben O'Connor, Nicolas Prodhomme, Edoardo Zambanini, Lennert van Eetvelt, Jefferson Alveiro Cepeda, Corbin Strong, Andreas Kron, Simone Velasco
Escolha: Finn Fisher-Black
Cenário previsto: Sprint em pequeno grupo
Original: Rúben Silva