A Volta à França 2024 termina este domingo com uma prova de contrarrelógio do Mónaco a Nice. Uma prova difícil, mas nesta altura da corrida apenas a vitória da etapa estará em discussão para os 3 primeiros.
A última etapa da prova. Este percurso de 35 quilómetros incluirá as subidas para La Turbie (8,1 km; 6,5%) e uma pequena subida para o Col d'Èze (1,6 km; 8,1%) antes de descer para Nice, onde a corrida terminará este ano. Um final diferente, do Mónaco a Nice...
Etapa 21 (ITT): Mónaco - Nice, 34 quilómetros
O início no Mónaco será muito elegante, mas haverá apenas alguns minutos de "diversão" antes de subirem La Turbie. A subida terá 8,2 quilómetros de extensão, com uma inclinação de 5,7% e haverá um ponto intermédio no topo.
Depois de algumas estradas onduladas, chega-se ao pequeno Col d'Èze, que tem 1,6 quilómetros a 8,8%, e onde os que querem lutar pelo melhor tempo vão dar tudo por tudo, pois segue-se uma longa descida. Em bicicletas de contrarrelógio esta descida pode tornar-se perigosa, pois é técnica e também bastante íngreme em alguns pontos. Apenas os últimos 5 quilómetros são planos, passando pela praia de Nice antes de chegar à meta e ao final do Tour.
Mapa Volta a França 2024 etapa 21
O Tempo
Talvez algum vento de sudeste ajude os ciclistas na primeira subida do dia, embora não se possa dizer que tenha qualquer significado. A maior parte do dia será com um ligeiro vento lateral, mas com muitas curvas e descidas, o efeito é bastante reduzido.
Os Favoritos
Tadej Pogacar - Pogacar é e está muito forte, mas no entanto não irá querer correr muitos riscos nos ultimos quilómetros do Tour. Hoje começamos a acreditar que o esloveno estará mesmo a pensar no recorde de vitórias da prova e não vai querer desperdiçar oportunidades. Este dia será uma oportunidade, com partida mesmo à porta de casa, um conjunto de subidas explosivas como ele gosta... A forma fisica que apresenta, aliada a uma tremenda confiança, fazem dele um sério candidato para conquistar a sua sexta vitória em etapas, tal como fez no Giro.
Remco Evenepoel - Não diriamos que Evenepoel será mais fraco que o homem da UAE, mas se Pogacar quiser ir com tudo para a etapa, será difícil para ele. Esta não é uma prova de contrarrelógio normal, pois terão muitas subidas e descidas. A descer ele não se tem mostrado melhor que Pogacar, mas acreditamos que poderá ganhar tempo ao restante pelotão, tanto nas subidas como nas zonas de transição.
Jonas Vingegaard - Ele ainda não está ao seu melhor nível, pelo que não acreditamos numa vitória ou numa repetição do contrarrelógio do Tour do ano passado. Ele vai estar forte, provavelmente terminará em segundo ou terceiro no dia, mas nas subidas não será mais rápido que o Pogacar e nas descidas já revelou que não está confiante.
Luta pela CG - João Almeida vai certamente manter o seu quarto lugar, com Mikel Landa também a proteger um Top 5. O sexto classificado tem vantagem sobre o 7º de um mero segundo, mas acreditamos que Adam Yates será capaz de se defender novamente de um Carlos Rodríguez que está em espiral descendente eque parece estar a sentir o cansaço de uma corrida dura. Matteo Jorgenson subiu para oitavo e deve protegê-lo facilmente, Derek Gee manter-se-á em nono e acreditamos que Giulio Ciccone deve ser capaz de se defender de Santiago Buitrago .
Um outsider ganhar no dia? Será bastante difícil. Veja-se o caso de Kévin Vauquelin no contrarrelógio inicial, onde o percurso não se apresentava como o ideal para as suas capacidades e ele esteve perto do primeiro lugar. Mas será difícil para muitos ficarem entre os trepadores mais fortes do pelotão. Wilco Kelderman e Wout van Aert podem certamente andar à volta do Top 10 se estiverem num bom dia, Geraint Thomas e Laurens de Plus da INEOS podem fazer o mesmo, tal como: Carlos Verona, Ilan van Wilder, Bob Jungels, Richard Carapaz e Tobias Johannessen.
Carlos Silva é redator do CiclismoAtual.com e do CyclingUpToDate.com, onde contribui regularmente com crónicas de corrida, entrevistas, análises e cobertura em direto das principais competições do calendário internacional. Licenciado em Desporto pelo Instituto Jean Piaget, alia a formação académica na área do rendimento desportivo e da competição à experiência prática no jornalismo de ciclismo profissional.
Ao longo da sua carreira, realizou entrevistas a figuras de referência do pelotão internacional, incluindo Alberto Contador, Joaquim Rodríguez, Óscar Pereiro, João Almeida, Isaac del Toro, Derek Gee, John Degenkolb e Geraint Thomas, refletindo contacto direto com vencedores de Grandes Voltas, especialistas de clássicas e jovens talentos emergentes.
Esteve presente em provas de alto nível, desde a Vuelta a España até ao Tour de France, bem como em corridas por etapas como a Vuelta a Andalucía, a Volta ao Algarve, a Volta a Portugal e O Gran Camiño. A cobertura das míticas subidas do Giro d'Italia permanece como um dos seus objetivos profissionais.
Carlos assegura liveblogs de todas as grandes provas do WorldTour e outras competições de relevo, incluindo o Tour de France, o Giro d'Italia e a Vuelta a España, oferecendo atualizações em tempo real e análise tática. A sua cobertura integra dados verificados através da ProCyclingStats, garantindo precisão estatística e enquadramento histórico.
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