Cian Uijtdebroeks assinou uma prestação muito sólida na 2.ª etapa da
Volta ao País Basco 2026, deixando forte impressão tanto no resultado como na leitura de corrida.
O belga da
Movistar Team esteve particularmente ativo nos momentos decisivos, emergindo como um dos principais motores na perseguição a um inatingível Paul Seixas, que voltou a exibir a sua forma superior com um triunfo autoritário.
Uijtdebroeks cortou a meta no primeiro grupo de favoritos, apenas atrás do francês, o que o eleva ao 10.º lugar da geral. Para lá da classificação, destacou-se pelas acelerações repetidas nos quilómetros finais, tentando por várias vezes quebrar o ritmo do grupo, apesar de terreno explosivo que, em teoria, não o favorecia tanto.
Esta abordagem ofensiva confirma que o belga está a recuperar o toque após um início de época condicionado por problemas físicos, mostrando-se cada vez mais competitivo em terreno exigente.
Após a etapa, destrinchou o momento-chave do dia em declarações ao
Cycling Pro Net, referindo-se ao ataque de longe do líder e à forma como a corrida se desenrolou a partir daí.
“Não me surpreendeu muito. Já vimos no contrarrelógio de ontem que ele está super forte depois do esforço, e acho que também é a melhor forma de ele correr. Pode esperar pelo jogo tático dos outros, mas também pode endurecer a corrida por conta própria e fazê-lo dessa forma. Acho que tomou uma boa decisão”, afirmou, elogiando a estratégia do francês.
Quanto à reação do grupo perseguidor, Uijtdebroeks descreveu um cenário fluido, com coordenação imperfeita, embora o final tenha sido competitivo.
“Depois foi um pouco seguir rodas e também um pouco jogar atrás, por assim dizer. Às vezes trabalhámos bem e outras um pouco menos, mas penso que no final o grupo puxou bastante bem”, acrescentou, sugerindo a dificuldade em organizar uma perseguição eficaz neste tipo de etapa.
Cian Uijtdebroeks na apresentação da Milão–Turim de 2026
Um percurso traiçoeiro na Itzulia
O belga sublinhou ainda a especificidade do traçado, comparando-o a um esforço ao estilo das clássicas, onde a gestão de energia é crucial e nem tudo se decide na subida final.
“Estas etapas são um pouco como as clássicas, mais complicadas. Não é apenas uma chegada em alto, conta também quanta energia gastas e onde escolhes fazê-lo. Mas, no geral, acho que a minha equipa me apoiou muito bem ao longo do dia”, referiu, destacando o trabalho coletivo da formação.
Por fim, Uijtdebroeks mostrou-se satisfeito com a sua exibição e otimista para os próximos dias, deixando claro que o objetivo é continuar a construir dentro da corrida.
“Estou contente e vamos construir a partir disto nos próximos dias”, concluiu o corredor da Movistar, cuja prestação confirma a sua progressão e cimenta-o como nome a seguir no que resta da Itzulia.