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Team Visma | Lease a Bike não lidera a
Volta a Itália, mas está confortável no segundo lugar enquanto Afonso Eulálio enverga, para já, a maglia rosa. O diretor desportivo
Marc Reef explicou as ambições revistas da equipa, como tencionam vencer a Corsa Rosa e quem são os rivais de
Jonas Vingegaard.
“O mais importante é vencermos a geral, e não é objetivo dominar”, clarificou o DD da Visma ao Cyclingnews antes da etapa 8. “Claro que gostaríamos de ganhar talvez mais uma ou duas etapas, mas temos de ver.”
Em 2024, Tadej Pogacar venceu a geral e também seis etapas, dominando a corrida do início ao fim. Porém, os neerlandeses nunca quiseram replicar esse modelo. Preferem fazer a sua corrida, com a sua forma de executar objetivos.
Além disso, não há vontade de desgastar a equipa a perseguir fugas nesta fase, tendo em conta que a vitória final está longe de estar garantida. “Isto é uma corrida de três semanas e é preciso esperar o inesperado. Nos últimos quatro anos, a prova virou-se do avesso na 20ª etapa”.
“Espero que não seja o caso, mas, se acontecer, temos de estar preparados e, por vezes, é preciso gerir energias. Assim, há momentos em que se pode ir por uma etapa e outros em que se deixa a fuga discutir a etapa, mas o objetivo não é dominar, o objetivo é ganhar no fim”.
Sem foco na Volta a França, para já
Pelo que a corrida mostrou nos primeiros oito dias, é Vingegaard quem assume o estatuto de favorito. É o primeiro entre os principais candidatos à geral, antes de um contrarrelógio onde se esperam diferenças maiores.
“Ele quer ganhar. Está aqui sobretudo para vencer e, quando tem possibilidades de o fazer, quer demonstrá-lo acima de tudo. É para isso que se levanta da cama, para subir à bicicleta, mostrar que trabalhou duro e ganhar a corrida”.
“Podemos fazer todos os planos e pensar no equilíbrio à partida, mas quando se está na corrida só conta fazer tudo bem aqui e agora e forçar para vencer”.
No limite, o dinamarquês aponta à dobradinha Giro-Tour. Mas Reef não quer, para já, pensamentos no Tour, nem perturbar o foco de Vingegaard e da equipa com uma corrida paralela.
“Estamos aqui neste Giro, portanto só pensamos em ganhar o Giro. Depois vem o Tour, veremos a situação e planearemos. De qualquer forma, os adversários vão desafiar-nos, por isso ou fazemos nós o ritmo, ou alguém o fará”.
Reef sobre Felix Gall e Giulio Pellizzari
No Blockhaus, Giulio Pellizzari tentou seguir o dinamarquês, como já conseguira na 2ª etapa, no entanto foi Felix Gall a ficar mais perto,
admitindo que os seus números na subida final o surpreenderam. Sinal de que há capacidade para colocar a Visma sob pressão.
“Isto (etapa 7) confirmou o seu papel de favorito nesta corrida, e já dissemos que não vamos fugir disso. Mas também vimos a força dos restantes. O Pellizzari seguiu-o durante muito tempo, depois quebrou, mas vai aprender com isto, e o Felix Gall ainda chegou perto na meta, por isso temos de estar alerta e fazer tudo a 100%”.
Numa Grande Volta, cada detalhe conta e muita coisa pode correr mal. Por isso, a equipa recusa subestimar os rivais, sobretudo o líder da Decathlon CMA CGM, conhecido por ser muito forte na terceira semana das Grandes Voltas, onde esta se decidirá.
“O Gall mostrou ontem o quão bem está. Já o provou no passado e, sim, ainda não subiu ao pódio de uma Grande Volta, mas começou bem aqui e, claro, é um adversário muito forte para nós”.