“Não tem rival em qualquer terreno” - Javier Ares coloca Tadej Pogacar num patamar à parte no ciclismo profissional

Ciclismo
segunda-feira, 06 abril 2026 a 17:00
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O ciclismo contemporâneo vive uma era marcada pela grandeza de Tadej Pogacar, um corredor aparentemente decidido a redesenhar todos os limites conhecidos. A sua vitória no Tour des Flandres 2026 não só confirma a sua dominância, como reforça a sensação de que assistimos a um ciclista geracional, capaz de vencer em qualquer terreno. Javier Ares defendeu que o esloveno não tem rival em lado nenhum.
O comentador da Eurosport Espanha, Ares, analisou a corrida com a profundidade habitual no seu canal de YouTube. Num tom apaixonado e meticuloso, dissecou cada momento-chave de um dia que, embora previsível no desfecho, impressionou pela superioridade do campeão esloveno.
Ares começa por enquadrar a vitória com clareza: “Chegou o dia, chegou o nome e chegou a vitória. A 111ª de Tadej Pogacar no Tour des Flandres não pode ter surpreendido ninguém. Era o principal favorito e assinou uma corrida e uma exibição formidáveis.” Com estas palavras, o jornalista vinca que o resultado era esperado, sem lhe retirar valor.

O palmarès de monumentos de Eddy Merckx pode ser igualado

O comentador destaca a brutalidade da corrida e o momento em que esta partiu de vez: “Há que dizê-lo, foi guerra aberta, a 50, 60 quilómetros do fim… os cinco grandes favoritos foram chegando um a um.” Essa seleção natural produziu um pódio de altíssimo nível, com Mathieu van der Poel e Remco Evenepoel ao lado de Pogacar.
Sobre o neerlandês, Ares sublinha a sua resiliência: “Mathieu Van Der Poel não teve a mesma explosão de Pogacar, mas aguentou até à segunda ascensão.” Em paralelo, elogia o estreante Evenepoel: “Atitude espetacular… sempre a perseguir… é muito duro.” Há também palavras para Wout van Aert e Mads Pedersen, destacando o espírito combativo numa corrida dominada por um só homem.
A narrativa ganha tom épico quando Ares descreve o vencedor: “Um Tadej Pogacar imbatível, intocável, que surgiu como um Messias num dia tão celebrado como… a Missa Pagã, que é a Volta à Flandres.” A metáfora capta a dimensão quase mítica que o esloveno assume no imaginário coletivo do ciclismo.
Taticamente, o comentador explica como a vitória foi construída: “Endurecer a corrida com a equipa… e depois, bem, com o próprio Pogacar… quando se faz a primeira seleção no Kwaremont, ele já revê o campo.” A corrida ficou praticamente selada aí, onde o esloveno começou a impor a sua lei.
O momento decisivo surge, segundo Ares, na segunda passagem-chave: “A prova de fogo veio na segunda vez ao Kwaremont, quando Pogacar acelerou violentamente. Chegou a largar o próprio Van der Poel.” Esse último arranque confirmou o que muitos suspeitavam: ninguém conseguiu segurar a sua roda.
Para lá da corrida, Ares enquadra o feito numa perspetiva histórica, considerando as vitórias em monumentos que já tem no palmarès: “Atenção, já vão 12… assombroso quando falamos de um corredor de 27 anos.” O jornalista compara os seus números aos de lendas como Eddy Merckx, sugerindo que Pogacar corre não só contra os rivais do presente, mas contra a própria história do ciclismo.

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A análise aborda também o controlo avassalador do esloveno: “Prova clara de que não tem rival, em qualquer terreno.” Uma afirmação crua que resume a sensação geral após a vitória, onde as diferenças de tempo espelharam superioridade esmagadora.
Por fim, Ares olha para o futuro imediato, com os olhos no próximo desafio: “A única corrida onde pode encontrar alguma resistência é Paris-Roubaix… continuo a achar que é muito difícil para ele ganhar.” Ainda assim, deixa claro que o nível exibido faz de Pogacar favorito praticamente em qualquer cenário.
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