O Tour de la Provence avançou apesar do frio glaciar no topo da Montagne de Lure, e foi o norte-americano
Matthew Riccitello quem assinou o triunfo naquela que foi a sua primeira prova de montanha desde que se juntou à
Decathlon CMA CGM.
“Não podia ter corrido melhor. A equipa manteve-me bem colocado todo o dia e estou muito feliz por ter conseguido finalizar. É um grande começo com a equipa”, disse Riccitello na entrevista pós-corrida. Com a fuga a vencer diante do pelotão no dia de abertura e a 3ª etapa a prometer final ao sprint, a tirada deste sábado era, sem dúvida, a etapa-chave para a geral, mesmo que a decisão fosse ao sprint.
Assim, quando Carlos Rodríguez atacou na subida final e Riccitello conseguiu fechar o espaço, a corrida tornou-se muito táctica. A vitória valia não só a etapa, mas também a classificação geral. Ambos tinham colegas em perseguição, mas Rodríguez jogou com o “bluff” de Riccitello.
Riccitello é uma das grandes esperanças dos EUA para corridas de 3 semanas
“No rádio ouvi que tínhamos duas cartas para jogar na última subida, com o Aurélien e comigo. Com o vento de frente sabia que o Aurélien tinha o melhor ‘punch’ e estava perto, por isso fiquei na roda do Carlos”. Rodríguez não obrigou o rival a dar passagem e, no sprint final, confirmou-se o desfecho esperado.
A tática certa
“Porque ele também é rápido, mas no fim jogámos na perfeição. Decidi arrancar cedo e acho que foi a decisão certa, também porque o Aurélien já não conseguia voltar”, concluiu.
A equipa francesa apostou no ex-Israel - Premier Tech e o investimento está a dar frutos desde início, tal como aconteceu com Tobias Lund Andresen, autor de duas vitórias na Austrália. Riccitello foi quinto no ano passado na Volta a Espanha e este ano seguirá um roteiro semelhante, com muitas provas por etapas e, mais tarde, apenas a Grande Volta espanhola.