Jan-Willem van Schip é um dos ciclistas mais vigiados pela UCI. A entidade que rege a modalidade impõe regras para as posições em cima da bicicleta e o neerlandês, especialista de pista, onde a margem é maior, leva-as sistematicamente ao limite. Foi desclassificado de mais uma corrida, desta vez na
Volta à Grécia de 2026.
Van Schip foi expulso de forma polémica da Volta à Holanda do ano passado pelo mesmo motivo, mais um episódio na longa novela dos seus conflitos com a UCI. As suas posições extremas no guiador têm sido o foco habitual; na Holanda, a questão foi o espigão do selim.
Isto poderá enquadrar-se noutro atrito com a federação neerlandesa. Após a expulsão desse evento, o então diretor-desportivo de van Schip, Paul Tabak, afirmou que “
andam meio à procura dele. Já disse a brincar: se tivesse rapado mal o bigode, também o desclassificavam”.
Depois de tantas desclassificações, seria de supor que tudo tivesse sido ajustado para evitar prolongar o tema. Não foi o caso: após a 1ª etapa, van Schip foi igualmente desclassificado da Volta à Grécia, a principal corrida do país.
No dia de abertura, o neerlandês voltou ao ataque, a tirar partido da sua aerodinâmica. A investida não resultou, mas a Azérion / Villa Valkenburg conquistou a etapa ao sprint final com o seu colega Mathis Avondts. Depois da tirada, chegaram novamente más notícias. Desta vez, por uso de equipamento não autorizado, embora não esteja confirmado em que ponto o regulamento foi infringido.
O colega de equipa de van Schip, Bram Danklof, disse ao
Wielerflits que o neerlandês não violou qualquer regra e que se trata de uma situação de puro assédio.
Posição de Jan-Willem Van Schip na bicicleta na Volta à Grécia 2026