No início deste mês, o fato único usado por
Tadej Pogacar na vitória na
Milan-Sanremo foi leiloado por extraordinários 95 100 €. As receitas reverteram para a fundação solidária do campeão do mundo, que angaria fundos para crianças doentes e vítimas de catástrofes naturais.
O licitante vencedor foi o empresário norte-americano e fervoroso adepto de Pogacar, Karl McDonell, que recentemente falou sobre a compra e a sua admiração pela estrela eslovena.
McDonell admitiu que o ciclismo não era uma grande paixão até a Volta a França mudar tudo. Em particular, foi a dramática 20ª etapa dessa edição que o transformou em fã. Nesse dia, Pogacar anulou uma desvantagem de quase um minuto para arrancar a vitória final a Primoz Roglic, num dos desfechos de Grande Volta mais memoráveis dos últimos anos.
“Pensei: ‘Uau, quem é este miúdo?’”, recordou McDonell à
Domestique. A partir desse momento, passou a acompanhar de perto a carreira de Pogacar.
Embora o leilão tenha gerado ampla atenção, McDonell disse que não planeava licitar. Só na véspera do Paris-Roubaix decidiu apresentar uma oferta. Mesmo assim, quase se esqueceu por completo, com o foco a desviar-se para a corrida do dia seguinte.
“Estava tão concentrado na corrida que me esqueci de que tinha feito um lance”.
Mais tarde, ao verificar o resultado, percebeu que tinha garantido um dos itens de memorabilia de ciclismo mais singulares dos últimos tempos: o fato único danificado que Pogacar usou na vitória em Milão–Sanremo.
“Quando olhei mais tarde e percebi que tinha ganho… foi muito fixe”, descreveu McDonell. “Está no mesmo estado desse dia. Os dorsais e a sujidade ainda lá estão, e os rasgões também. Os colegas de equipa dele assinaram”.
O estado da peça acrescenta peso à sua história. Pogacar caiu na fase final da Milan-Sanremo, antes de recuperar para fechar a vitória, tornando o fato uma lembrança direta de um dos triunfos mais dramáticos em Monumentos desta época.
McDonell revelou ainda que este não é o seu primeiro objeto valioso ligado a Pogacar. Já possui uma das camisolas brancas do esloveno da Volta a França e espera ampliar a coleção no futuro.
“Gostaria de o ajudar, a ele e à sua fundação, a angariar mais dinheiro, especialmente aqui nos Estados Unidos”, afirmou.
Para McDonell, a compra foi mais do que acumular memorabilia. Foi a oportunidade de possuir um fragmento da história do ciclismo enquanto apoiava uma causa ligada a um dos maiores ícones modernos da modalidade.