“Pff… Já chega por agora”: Thibau Nys segue para o Campeonato do Mundo frustrado após falhar o pódio em Hoogerheide

Ciclocrosse
segunda-feira, 26 janeiro 2026 a 8:30
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Para Thibau Nys, a ronda da Taça do Mundo em Hoogerheide terminou com sensação de dever por cumprir. No papel, foi quarto, mas a frustração veio da proximidade do pódio e da forma como este escapou nos metros finais.
“Não tenho muito a dizer sobre isto”, admitiu Nys na entrevista pós-corrida. “Mas estou muito desiludido”.
O campeão belga integrou um grande grupo perseguidor, em constante rotação, atrás de um intocável Mathieu van der Poel, cuja viagem a solo dissipou qualquer dúvida na frente.
Nessa luta secundária, Nys parecia bem colocado ao entrar na última volta, escolhendo o momento para atacar em vez de esperar por um sprint.

Um erro, consequências decisivas

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Thibau Nys viu o pódio fugir-lhe pelo segundo dia consecutivo
“Queria fazê-lo na última volta”, explicou Nys, “mas depois cometi um erro”. A falha surgiu pouco antes das barreiras e foi decisiva. Em vez de chegar isolado ou com vantagem clara, ficou exposto a um sprint lançado da frente.
“Foi um sprint ingrato a partir da frente”, analisou. “Eles vieram de trás com muito mais velocidade. No sprint, eu ofereci-o”.
Não houve tentativa de suavizar o veredito. Quando Tibor del Grosso e Niels Vandeputte o ultrapassaram na linha, Nys assumiu de imediato a responsabilidade. “Foi culpa minha”, indicou. “O Niels surpreendeu-me, mas tem de se sprintar até à meta. Ele fez absolutamente bem. Não há desculpas”.

Força suficiente, mas a afinar a ponta final

O que tornou o desfecho mais difícil de aceitar foi o facto de a corrida, em si, não ter corrido mal. “No geral senti-me bastante bem”, disse Nys. “Mas foi difícil fazer a diferença. Não tinha as pernas mais frescas”.
Ainda assim, sentiu-se competitivo no grupo atrás de Van der Poel. “Tive a sensação de que, no grupo atrás do Mathieu, talvez fosse o mais forte”, acrescentou. “Mas isso não paga contas”.
Esse contraste definiu a tarde em Hoogerheide. Presente nos momentos-chave, fisicamente perto dos melhores dos restantes, mas sem a afinação final necessária para transformar posição em resultado. Numa corrida em que o timing contou mais do que a pura potência, a margem de erro foi impiedosa.
Nys não se deteve muito na análise. A reação final trouxe mais emoção do que explicação. “Pff… por agora já chega”, suspirou.
Com o Campeonato do Mundo à porta, Hoogerheide não foi um colapso, mas sim um aviso. A este nível, estar perto nunca basta, e falhar por completo o pódio pode pesar quando o maior objetivo do inverno está a dias de distância.
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